Polícia Civil cria núcleo para ampliar combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro em SP

Polícia Civil cria núcleo para ampliar combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro em SP
Estrutura atuará de forma integrada na capital paulista e em regiões do interior com foco em inteligência, investigação financeira e recuperação de ativos

Sexta-feira, 08/05/2026 12:10

Por Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

O Governo de São Paulo ampliou a estrutura de enfrentamento ao crime organizado com a criação do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (NECCOLD), vinculado ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol). A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada na quarta-feira (6) no Diário Oficial do Estado.

“O enfrentamento ao crime organizado exige atuação integrada, inteligência policial e investigação financeira. A criação desse núcleo amplia a capacidade do estado de identificar estruturas criminosas, rastrear recursos obtidos de forma ilícita e apoiar operações em diferentes regiões. A medida fortalece a atuação das forças de segurança no combate às organizações criminosas e na recuperação de ativos ligados ao crime”, disse o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

A nova estrutura passa a atuar na coordenação e no apoio a investigações relacionadas a organizações criminosas, lavagem de dinheiro e recuperação de ativos ilícitos. O trabalho será desenvolvido de forma integrada com equipes especializadas instaladas na cidade de São Paulo e nas regiões de São José dos Campos, Campinas e Araçatuba. A previsão é que o núcleo seja expandido para todo o estado após a consolidação das unidades.

Segundo a portaria, o núcleo terá atuação com foco na integração entre inteligência policial, investigação criminal e análise financeira. Entre as atribuições estão o rastreamento patrimonial, o bloqueio de ativos financeiros e criptoativos, além do compartilhamento de informações com órgãos de persecução penal e forças integradas de combate ao crime organizado, como o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), da Polícia Federal. 

A iniciativa também prevê a padronização de protocolos de investigação financeira, o uso de ferramentas tecnológicas e a criação de indicadores para monitorar resultados relacionados à descapitalização de organizações criminosas.

“A medida reforça a estratégia de atuação integrada das forças de segurança no combate às estruturas financeiras ligadas ao crime, ampliando a capacidade de investigação e recuperação de recursos obtidos de forma ilícita”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

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Robertão Chapa Quente

• Diretor do Jornal Digital do Brasil • TV DIGITAL • Apresentador do Programa Chapa Quente

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