ANTES DE COMENTAR LÊIA POR COMPLETO O TEXTO – O CRISTIANISMO PRECISA VOLTAR ÀS SUAS ORIGENS

UMA DENÚNCIA CONTRA A TRANSFORMAÇÃO DA FÉ EM NEGÓCIO, PODER E OSTENTAÇÃO
Onde está o verdadeiro cristianismo?
Essa é uma pergunta que precisa ser feita — e feita em voz alta.
Jesus não construiu sua mensagem em torno de luxo, poder, carros de milhões, aviões particulares, fazendas, roupas de grife ou contas bancárias cada vez maiores.
Jesus falou de amor, misericórdia, humildade, serviço, arrependimento e salvação.
Então, em que momento parte da liderança religiosa começou a confundir altar com negócio?
Hoje, vemos líderes que parecem mais preocupados com patrimônio do que com pessoas. Pastores que se apresentam como donos da verdade, como se estivessem acima de qualquer questionamento. Igrejas cercadas por estruturas de poder, decisões tomadas a portas fechadas e fiéis muitas vezes tratados como clientes.
E isso precisa ser denunciado.
Não estou falando contra a Igreja.
Estou falando em defesa da Igreja.
Não estou atacando o cristianismo.
Estou cobrando que o cristianismo volte a ser cristianismo.
Porque existe uma diferença enorme entre uma igreja que utiliza recursos para cumprir sua missão e uma estrutura religiosa em que o dinheiro passa a ocupar o centro de tudo.
O problema não é um pastor ter um carro.
O problema é quando a ostentação vira símbolo de sucesso espiritual enquanto pessoas dentro da própria comunidade enfrentam fome, desemprego, abandono e dificuldades para sobreviver.
O problema não é uma igreja ter patrimônio.
O problema é quando o patrimônio passa a valer mais do que as almas.
O problema não é arrecadar dinheiro para manter uma obra.
O problema começa quando a obra passa a existir para arrecadar dinheiro.
E precisamos falar também sobre transparência.
Quem administra dinheiro de uma igreja precisa prestar contas.
Quem recebe ofertas precisa explicar como os recursos são utilizados.
Quem ocupa posição de liderança precisa aceitar fiscalização.
ALTAR NÃO É TRONO.
Pastor não é Deus.
Bispo não é Deus.
Apóstolo não é Deus.
Nenhum líder religioso está acima da Palavra, da moral, da ética ou da própria comunidade que confiou nele.
Jesus lavou os pés dos discípulos.
Hoje, alguns querem que os discípulos lavem os seus.
Jesus andou entre os pobres.
Hoje, alguns líderes religiosos vivem cercados de luxo e distância daqueles que deveriam servir.
Jesus colocou pessoas acima de riquezas.
Hoje, infelizmente, existem estruturas religiosas nas quais parece que a arrecadação virou prioridade e as almas ficaram em segundo plano.
Isso não é avivamento.
Isso é um alerta.
E não podemos colocar todos os pastores e todas as igrejas no mesmo saco. Existem milhares de homens e mulheres sérios, humildes e honestos que dedicam a vida ao Evangelho, ajudam famílias, visitam doentes, alimentam necessitados e trabalham sem buscar fama ou riqueza.
São esses que precisam ser valorizados.
O cristianismo não precisa de mais celebridades religiosas.
Precisa de mais servos.
Não precisa de mais ostentação.
Precisa de mais humildade.
Não precisa de líderes que desejam ser tratados como reis.
Precisa de homens e mulheres dispostos a servir.
Não precisa de portas fechadas para esconder decisões.
Precisa de transparência.
Não precisa transformar fé em comércio.
Precisa voltar a colocar Cristo no centro.
A pergunta continua:
ONDE ESTÁ O VERDADEIRO CRISTIANISMO?
Talvez esteja justamente onde sempre deveria ter estado:
NO AMOR AO PRÓXIMO, NA HUMILDADE, NA VERDADE, NO SERVIÇO E NA FÉ EM JESUS CRISTO.
Porque quando o dinheiro passa a valer mais do que almas, quando o poder passa a valer mais do que o serviço e quando o ego passa a valer mais do que Cristo, alguma coisa saiu profundamente errada.
O CRISTIANISMO NÃO PRECISA DE MAIS IMPÉRIOS.
PRECISA DE MAIS CRISTO.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE
JORNALISTA

