AZEITES IRREGULARES: O QUE O CONSUMIDOR PRECISA SABER ANTES DE COLOCAR O PRODUTO NO CARRINHO

PRODUTOS FORAM PROIBIDOS, RECOLHIDOS OU RECLASSIFICADOS APÓS FISCALIZAÇÕES; CONSUMIDOR DEVE FICAR ATENTO À MARCA, AO LOTE E À ORIGEM
O azeite de oliva, tradicionalmente associado à qualidade e à alimentação saudável, virou motivo de alerta para os consumidores brasileiros. Fiscalizações realizadas por órgãos oficiais identificaram produtos com irregularidades, adulterações, problemas de origem e casos em que o conteúdo não correspondia à categoria informada no rótulo.
E aqui existe uma diferença importante: nem todo produto irregular é necessariamente um azeite adulterado. Há casos de proibição, recolhimento, apreensão e também de reclassificação da categoria declarada na embalagem.
🚨 PRODUTOS QUE ENTRARAM NA MIRA DA FISCALIZAÇÃO
Entre os casos apontados em medidas oficiais estão produtos das marcas San Paolo, Royal, Afonso, Terra das Oliveiras, San Oliveto e San Olivetto.
No caso do San Paolo, o lote 260289 foi desclassificado após análise identificar mistura com outros óleos vegetais.
O Royal, lote 255001, também foi alvo de recolhimento após constatação de irregularidade.
Já o Afonso foi apreendido em razão de problemas relacionados à origem e à situação cadastral da empresa indicada como importadora, além de resultados insatisfatórios em testes de autenticidade.
O Terra das Oliveiras também entrou na lista de produtos proibidos por questões relacionadas à origem e à empresa responsável pela importação.
Medidas sanitárias ainda atingiram produtos das marcas San Oliveto e San Olivetto, em razão de problemas relacionados à procedência e aos resultados das análises realizadas.
⚠️ E AS GRANDES MARCAS?
A fiscalização também encontrou situações diferentes envolvendo marcas conhecidas no mercado.
Em determinados lotes ou amostras, produtos comercializados como azeite extravirgem apresentaram características compatíveis com uma categoria inferior, levando à reclassificação para azeite virgem.
Entre as marcas citadas em fiscalizações estão Andorinha, Gallo, Borges, Filippo Berio e Carrefour.
Isso precisa ficar claro: reclassificação não significa automaticamente que o produto seja falsificado ou que todas as embalagens daquela marca estejam irregulares. A situação deve ser analisada de acordo com o produto, lote e fiscalização correspondente.
Também houve registros envolvendo Gomes da Costa, enquanto casos envolvendo Costa D’Oro e Terras de Camões foram classificados de maneira mais grave, com enquadramento como azeite lampante.
🛒 O QUE O CONSUMIDOR DEVE FAZER?
Antes de colocar uma garrafa de azeite no carrinho, o consumidor precisa prestar atenção.
Confira a marca, o lote, a origem e os dados do importador ou responsável pelo produto. Desconfie de produtos vendidos por preços muito abaixo daqueles normalmente praticados no mercado.
Outra recomendação é consultar as determinações divulgadas pelos órgãos oficiais antes de consumir um produto que tenha sido alvo de alerta, recolhimento ou proibição.
E se um produto proibido estiver sendo comercializado, o consumidor pode denunciar a situação aos canais oficiais de fiscalização.
🔎 O ALERTA É PARA TODOS
O problema não está apenas na possibilidade de comprar um produto mais barato ou de qualidade inferior. Quando existe adulteração ou irregularidade que compromete a composição e a segurança do alimento, o consumidor pode estar levando para casa algo completamente diferente daquilo que imagina estar comprando.
Por isso, a regra é simples: não basta olhar o preço e a aparência da embalagem. É preciso verificar o que existe dentro da garrafa e se aquele produto está autorizado a chegar à mesa do consumidor.
A fiscalização precisa ser permanente, mas o consumidor também tem um papel importante: informação é a primeira defesa contra a fraude.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE
TV CIRCUITO PAULISTA — A ORIGINAL | JORNAL DIGITAL REGIONAL | RÁDIO NOTÍCIA

