DAQUI A POUCO VÃO QUERER PROIBIR DE LEA A BÍBLIA ???????? DESENHOS BÍBLICOS DA RECORD PERDEM CLASSIFICAÇÃO LIVRE E PASSAM A SER NÃO RECOMENDADOS PARA MENORES DE 12 ANOS
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA APONTA VIOLÊNCIA, ATOS CRIMINOSOS E PRECONCEITO. DECISÃO LEVANTA DEBATE SOBRE A REPRESENTAÇÃO DAS HISTÓRIAS BÍBLICAS E O PAPEL DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS.
Uma decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública provocou repercussão entre telespectadores e famílias que acompanham a programação religiosa e infantil da televisão brasileira. O programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo pela TV Record, deixou de ter classificação indicativa livre e passou a ser considerado não recomendado para menores de 12 anos.
A alteração foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União, em 29 de outubro de 2026. Na avaliação do órgão federal, as animações apresentam elementos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e situações de estigma ou preconceito.
A decisão também estabelece recomendação de exibição a partir das 20 horas na televisão aberta, conforme os critérios da classificação indicativa.
QUANDO A HISTÓRIA BÍBLICA É ANALISADA PELOS CRITÉRIOS DA CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
A questão merece uma análise que vá além da simples mudança de faixa etária.
As narrativas bíblicas retratam diferentes períodos da história da humanidade, muitos deles marcados por guerras, perseguições, escravidão, assassinatos, traições, execuções e conflitos entre povos.
São acontecimentos que fazem parte dos relatos históricos e religiosos presentes nas Escrituras.
Entretanto, existe uma diferença importante entre representar um acontecimento violento dentro de um contexto histórico ou religioso e apresentar uma cena contemporânea que possa estimular, banalizar ou glorificar a violência.
Essa distinção merece ser considerada em qualquer avaliação de conteúdo audiovisual.
Uma animação que apresenta a história de um conflito bíblico não deve ser automaticamente interpretada como uma produção destinada a incentivar comportamentos violentos. É necessário considerar o contexto, a linguagem utilizada, a maneira como os acontecimentos são representados e a faixa etária do público.
CLASSIFICAÇÃO NÃO SIGNIFICA PROIBIÇÃO
É importante esclarecer que a classificação indicativa não representa censura nem determina, por si só, que uma produção esteja proibida de ser exibida.
Segundo o próprio Ministério da Justiça, esse mecanismo funciona como orientação para pais e responsáveis, permitindo que tenham conhecimento prévio dos conteúdos apresentados e possam decidir sobre o acesso das crianças.
A classificação de 12 anos indica que o programa não é recomendado para menores dessa idade. A recomendação de horário para televisão aberta é a partir das 20 horas.
Portanto, é necessário diferenciar a indicação etária da proibição de transmissão.
A RESPONSABILIDADE DOS PAIS CONTINUA SENDO FUNDAMENTAL
Independentemente da classificação estabelecida pelo governo, os pais e responsáveis continuam exercendo uma função indispensável na formação das crianças.
Cabe à família acompanhar o que os filhos assistem, explicar o contexto das histórias, conversar sobre valores, respeito, consequências das atitudes humanas e a diferença entre acontecimentos históricos e comportamentos que devem ser reproduzidos na vida cotidiana.
A classificação pode ser questionada, debatida e até considerada excessiva por determinados telespectadores. Entretanto, também pode servir como instrumento de orientação para as famílias.
O mais importante é que nenhuma decisão administrativa substitua o diálogo, a educação e a presença dos pais na formação dos filhos.
UM DEBATE QUE MERECE ATENÇÃO
A mudança envolvendo os desenhos bíblicos da Record abre uma discussão legítima sobre os critérios utilizados para classificar produções religiosas, históricas e educativas.
Se as histórias bíblicas retratam acontecimentos difíceis da humanidade, como esses conteúdos devem ser avaliados quando apresentados em linguagem infantil?
Essa é uma questão que merece transparência, critérios técnicos e debate público.
Afinal, proteger as crianças é uma responsabilidade coletiva. E orientar, educar e ensinar a interpretar aquilo que elas assistem continua sendo, acima de tudo, uma missão da família.
Robertão Chapa Quente acompanha o assunto e os desdobramentos dessa decisão.
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Conteúdo de Roberto Torrecilhas publicado originalmente no Circuito Paulista.

