TOMATE, VERDURAS E FRUTAS MAIS CAROS: EXCESSO DE CHUVA PODE PESAR AINDA MAIS NO BOLSO DO BRASILEIRO
ÃO É APENAS UMA QUESTÃO DE POLÍTICA. O CLIMA, A REDUÇÃO DA PRODUÇÃO E AS DIFICULDADES NA COLHEITA ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS FATORES QUE PRESSIONAM OS PREÇOS DOS HORTIFRUTIS.
Quem vai ao supermercado ou à feira já percebeu: tomate, verduras, legumes e outros produtos da lavoura estão pesando cada vez mais no orçamento familiar. Mas por que isso acontece? Será que a culpa é da política ou existe outro fator que merece atenção?
Vamos ao ponto principal: a quantidade de chuva e as condições climáticas podem ter impacto direto no preço dos alimentos.
Quando chove demais nas regiões produtoras, o agricultor enfrenta dificuldades para entrar na lavoura, colher e transportar os produtos. O excesso de água também pode encharcar o solo, favorecer doenças nas plantas, prejudicar a qualidade dos alimentos e provocar perdas na produção.
O resultado é simples: chega menos mercadoria aos centros de abastecimento. Quando a oferta diminui e a procura continua, os preços tendem a subir.
O TOMATE É UM DOS EXEMPLOS MAIS CLAROS
Os números recentes mostram a dimensão do problema. Segundo dados divulgados pela Conab, o tomate registrou forte valorização no atacado em setembro de 2026. O excesso de chuvas em regiões produtoras dificultou a colheita e reduziu a oferta.
A batata e a cebola também tiveram aumentos expressivos no período. O impacto não fica restrito a um único produto: pode atingir diferentes itens que fazem parte da alimentação diária.
E AS FRUTAS E OUTRAS VERDURAS?
O cenário depende de cada cultura e região. Algumas frutas podem ficar mais caras por causa de perdas na produção, dificuldades de transporte ou redução dos estoques. Outras podem apresentar queda de preço quando a oferta aumenta.
É importante entender que nem todos os produtos sobem ao mesmo tempo ou pela mesma razão. O clima, a época de safra, a quantidade disponível e os custos de transporte influenciam diretamente o mercado.
E A POLÍTICA, TEM RESPONSABILIDADE?
A política econômica também pode influenciar o preço dos alimentos. Combustíveis, impostos, crédito rural, custos de energia, infraestrutura e condições de transporte interferem no custo de produção e na chegada dos produtos ao consumidor.
Entretanto, atribuir toda a alta dos hortifrutis ao governo seria ignorar fatores importantes. Neste momento, os dados do setor apontam as condições climáticas e a redução da oferta como elementos relevantes para explicar a pressão sobre os preços.
O QUE PODE ACONTECER NOS PRÓXIMOS MESES?
Se o excesso de chuva continuar atingindo regiões produtoras, poderá haver novas dificuldades de plantio, colheita e distribuição. Isso aumenta o risco de preços elevados para determinados alimentos.
Mas não significa que todos os produtos necessariamente ficarão mais caros. A recuperação das lavouras, a melhora do tempo e a entrada de novas safras podem ampliar a oferta e aliviar os preços.
NO FINAL, QUEM PAGA A CONTA É O CONSUMIDOR.
Para milhões de famílias brasileiras, a diferença aparece na feira, no supermercado e na mesa de casa. Por isso, acompanhar as condições do campo também é acompanhar o custo de vida da população.
O Brasil precisa de produção agrícola forte, infraestrutura adequada, planejamento e políticas públicas eficientes. Afinal, alimento não é luxo: é necessidade básica.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE — JORNAL DIGITAL REGIONAL
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Conteúdo de Roberto Torrecilhas publicado originalmente no Circuito Paulista.

