DÓLAR DISPARA APÓS REELEIÇÃO DE LULA E CHEGA A R$ 5,42 NA ABERTURA DO MERCADO
Moeda americana sobe mais de 8% no início dos negócios, enquanto investidores reavaliam os riscos fiscais e os rumos da economia brasileira.
O mercado financeiro iniciou a segunda-feira (26) sob forte turbulência, após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um novo mandato presidencial. Na abertura dos negócios, o dólar comercial chegou a R$ 5,42, uma valorização de aproximadamente 8,65% em relação ao fechamento da sexta-feira (23), quando a moeda havia terminado o pregão próxima de R$ 4,99. Os dados foram divulgados por veículos especializados em economia.
A reação reflete a revisão das expectativas de investidores que vinham apostando em uma mudança de governo. Entre as principais preocupações do mercado estão a trajetória da dívida pública, o controle das despesas federais e a capacidade do próximo governo de apresentar medidas consideradas suficientes para estabilizar as contas públicas.
ALTA DO DÓLAR PODE AFETAR O BOLSO DO BRASILEIRO
A valorização da moeda americana tem potencial para pressionar os custos de diversos setores da economia. Produtos importados, combustíveis, componentes industriais, fertilizantes e matérias-primas cotadas em dólar podem ficar mais caros, dependendo das condições de mercado e do repasse cambial.
Esses efeitos também podem chegar aos preços de alimentos e outros produtos consumidos diariamente pela população. A intensidade e a velocidade desse repasse, porém, variam conforme os estoques, os contratos, os custos de produção e as condições internas de cada setor.
MERCADO AGUARDA SINAIS DA POLÍTICA ECONÔMICA
Além do câmbio, a reação dos investidores envolve as perspectivas para a Bolsa de Valores e os juros futuros. Analistas acompanham as próximas sinalizações do governo sobre responsabilidade fiscal, composição da equipe econômica e medidas para estimular o crescimento sem ampliar a percepção de risco.
A alta registrada na abertura representa a reação inicial do mercado e não determina, isoladamente, o comportamento do dólar nos próximos dias. A evolução das cotações dependerá tanto das decisões econômicas do governo quanto de fatores internacionais que influenciam o fluxo de capitais.
Fontes: UOL Economia, InfoMoney e Reuters, em reportagens publicadas em 26 de outubro de 2026.
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