ARMA DE POLICIAL MORTO EM SERVIÇO É APREENDIDA DURANTE PRISÃO EM JAGUARIÚNA
SUSPEITO FOI DETIDO APÓS DENÚNCIA DE DISPARO EM VIA PÚBLICA; REVÓLVER CALIBRE .38 ESTAVA COM QUATRO MUNIÇÕES INTACTAS E UMA DEFLAGRADA
Uma ocorrência envolvendo disparo de arma de fogo em via pública terminou com a prisão em flagrante de um homem na noite de sábado (24), no bairro Florianópolis, em Jaguariúna, no interior de São Paulo. Durante a abordagem, policiais militares apreenderam um revólver calibre .38 que, após consulta, foi identificado como pertencente a um policial militar morto em serviço.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender a uma denúncia de disparo de arma de fogo nas proximidades de um bar. As informações repassadas aos policiais descreviam um homem que vestia camiseta vermelha e carregava uma arma na cintura.
Ao chegar ao local, a equipe identificou um indivíduo com características compatíveis com as informações recebidas e determinou que ele parasse para a abordagem. De acordo com o registro policial, o homem desobedeceu à ordem e fugiu a pé.
Os policiais iniciaram o acompanhamento e conseguiram alcançá-lo. Ainda conforme o relato da ocorrência, o suspeito resistiu à abordagem e entrou em luta corporal com a equipe, sendo necessário realizar procedimentos de contenção e algemação. Durante a ação, ele sofreu uma escoriação superficial na região da cabeça.
Na busca pessoal, os agentes encontraram um revólver Taurus calibre .38, acompanhado de quatro munições intactas e um cartucho deflagrado. A consulta da numeração junto ao COPOM indicou que a arma pertencia ao policial militar Antão Domingos da Silva, morto em serviço.
SUSPEITO ALEGOU QUE PORTAVA A ARMA PARA SE PROTEGER
Questionado pelos policiais, o homem teria afirmado que carregava a arma para sua própria proteção, alegando possuir inimigos ligados à criminalidade. Ele também declarou que havia ingerido bebida alcoólica e efetuado um disparo para o alto.
Essas declarações constam no histórico policial e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre todas as circunstâncias da ocorrência.
Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Distrito Policial de Jaguariúna, juntamente com a arma e as munições apreendidas. Após ouvir os policiais e o detido, a delegada de plantão ratificou a prisão em flagrante.
O suspeito permaneceu preso, à disposição da Justiça, para ser apresentado à audiência de custódia. A ocorrência foi registrada, entre outras infrações investigadas, por porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo em via pública, desobediência e resistência.
INVESTIGAÇÃO DEVE ESCLARECER A ORIGEM DA ARMA
A identificação do revólver como propriedade de um policial militar morto em serviço acrescenta um ponto relevante à investigação. A origem da arma, as circunstâncias pelas quais ela chegou às mãos do suspeito e o tempo decorrido desde sua vinculação ao policial deverão ser esclarecidos pelas autoridades competentes.
A apreensão, por si só, não permite concluir como o armamento foi obtido ou se existe relação entre sua origem e outros fatos criminosos.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, responsável pela adoção das medidas de polícia judiciária e pelo aprofundamento das apurações.
Robertão Chapa Quente acompanha o caso e os desdobramentos da investigação.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE
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Conteúdo de Roberto Torrecilhas publicado originalmente no Circuito Paulista.

