MENINA INDÍGENA DE 8 ANOS LUTA PELA VIDA APÓS ATAQUE DE ONÇA NO PARÁ
Criança sofreu ferimentos graves na cabeça, passou por cirurgia e segue sob cuidados intensivos em hospital de Itaituba.
Uma comunidade indígena do sudoeste do Pará vive momentos de apreensão após uma menina de 8 anos ser gravemente ferida durante um encontro com uma onça na Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga. O episódio ocorreu no sábado, 17 de outubro, e mobilizou familiares e moradores para retirar a criança da área e buscar atendimento médico.
Conforme as informações divulgadas sobre o caso, a menina estava nas proximidades de uma área utilizada para atividades agrícolas quando foi até um igarapé para buscar água. Foi nesse deslocamento que aconteceu o ataque do felino, causando lesões graves, principalmente na cabeça.
Ao perceber o que havia acontecido, o pai da criança foi imediatamente ajudá-la. Outros integrantes da comunidade também participaram do socorro, organizando os primeiros cuidados e o transporte até um ponto onde fosse possível dar continuidade ao atendimento.
TRANSFERÊNCIA EXIGIU DESLOCAMENTO POR RIO E AVIÃO
A distância e as dificuldades de acesso à região tornaram o resgate ainda mais delicado. A menina foi levada inicialmente por embarcação e, posteriormente, transportada de avião até o Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba.
Na unidade hospitalar, a criança passou por procedimento cirúrgico e foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece recebendo assistência especializada.
As informações divulgadas em 21 de outubro indicavam que o estado de saúde era grave, embora considerado estável. Não há, neste relato, confirmação de uma atualização médica posterior.
ANIMAL FOI MORTO APÓS O EPISÓDIO
A Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) confirmou o caso. Segundo as informações atribuídas à entidade, moradores da comunidade capturaram e mataram a onça depois do ataque.
Enquanto a menina permanece sob cuidados médicos, familiares acompanham sua recuperação e aguardam a evolução do quadro clínico.
O episódio também evidencia os desafios enfrentados por comunidades que vivem em áreas remotas, onde a distância dos hospitais e a necessidade de transporte fluvial ou aéreo podem tornar o atendimento de emergência especialmente complexo.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE — AQUI TEM HISTÓRIA!
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Conteúdo de Roberto Torrecilhas publicado originalmente no Circuito Paulista.

