ADEUS, BISNAGA NA MESA? SÃO PAULO ADIA PROIBIÇÃO DE RECIPIENTES COMPARTILHADOS DE MOLHOS

ADEUS, BISNAGA NA MESA? SÃO PAULO ADIA PROIBIÇÃO DE RECIPIENTES COMPARTILHADOS DE MOLHOS

Nova regra sanitária para restaurantes, bares, padarias e lanchonetes foi prorrogada para 1º de fevereiro de 2027. Objetivo é reduzir riscos de contaminação cruzada.

As tradicionais bisnagas de ketchup, mostarda, maionese e outros condimentos terão os dias contados nos estabelecimentos de alimentação do estado de São Paulo. A proibição, prevista na Portaria CVS nº 3/2026, estava programada para entrar em vigor em 4 de outubro, mas o governo estadual adiou sua aplicação para 1º de fevereiro de 2027, por meio da Portaria CVS nº 9/2026.

A medida alcança serviços de alimentação, como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias e hamburguerias. Conforme a regra, condimentos, molhos e temperos destinados a sanduíches, salgados e preparações semelhantes deverão ser oferecidos em embalagens individuais de uso único. A norma não determina exclusivamente o uso de sachês, permitindo outras formas de acondicionamento individual que atendam às exigências sanitárias.

O principal objetivo é reduzir o risco de contaminação cruzada. Bisnagas e recipientes compartilhados podem entrar em contato com alimentos já mordidos ou com as mãos de diferentes consumidores, criando condições para a transferência de microrganismos. A oferta individualizada busca diminuir esse risco e reforçar as boas práticas de higiene.

O adiamento também concede mais tempo para que os estabelecimentos adaptem seus procedimentos de atendimento, organizem o fornecimento dos produtos e avaliem os impactos operacionais. Para os comerciantes, a mudança pode representar aumento de custos com embalagens, aquisição de condimentos e logística. Para os consumidores, significa uma alteração em um hábito comum nas refeições fora de casa.

A regra integra uma atualização mais ampla das normas de boas práticas sanitárias para estabelecimentos que trabalham com alimentos no estado. Até a data prevista para a nova exigência, os comerciantes devem acompanhar as orientações oficiais da Vigilância Sanitária para garantir a adequação às disposições aplicáveis.

A mudança divide opiniões: enquanto a individualização dos condimentos busca reforçar a segurança alimentar, comerciantes e consumidores também discutem os efeitos sobre os custos, a praticidade e a experiência de atendimento.

E você, o que pensa sobre a mudança? A medida representa um avanço na higiene ou vai tornar as refeições fora de casa mais caras e menos práticas?

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Conteúdo de Roberto Torrecilhas publicado originalmente no Circuito Paulista.

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Roberto Torrecilhas

Jornalista com 43 anos de experiência, diretor do Grupo Circuito Paulista de Comunicação. Também atua como apresentador, radialista, escritor e blogueiro, com uma trajetória dedicada à informação e à valorização do jornalismo regional. Cristão, casado e pai.

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