RELATÓRIO DA PF APONTA SUSPEITA SOBRE POSSÍVEL VÍNCULO DE TOFFOLI COM FUNDO QUE RECEBEU R$ 35 MILHÕES DE VORCARO

RELATÓRIO DA PF APONTA SUSPEITA SOBRE POSSÍVEL VÍNCULO DE TOFFOLI COM FUNDO QUE RECEBEU R$ 35 MILHÕES DE VORCARO

Documento atribui a Toffoli possível condição de beneficiário final ou proprietário de fato do fundo Arleen; ministro já negou ter recebido valores do banqueiro

Um relatório da Polícia Federal aponta elementos que, segundo os investigadores, levantam a suspeita de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do fundo de investimento Arleen.

O documento ganhou publicidade nesta sexta-feira (11), após permanecer sob sigilo durante meses no Supremo. A derrubada do sigilo ocorreu por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso.

De acordo com as informações divulgadas, o fundo Arleen teria recebido R$ 35 milhões relacionados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Parte da movimentação teria passado por uma holding denominada Egide I e chegado às Ilhas Virgens Britânicas, território conhecido por seu regime de baixa tributação.

O relatório não apresenta a suspeita como uma conclusão definitiva. A PF afirma ter identificado um conjunto de elementos que, analisados em conjunto, apontariam para a possibilidade de Toffoli ter exercido a condição de beneficiário final ou proprietário de fato do fundo e de seus ativos.

NEGÓCIOS ENVOLVENDO O TAYAYÁ

As suspeitas mencionadas no documento também estão relacionadas ao resort Tayayá, localizado no Paraná e que possui vínculos empresariais com a família de Toffoli.

O ministro é apontado como sócio da empresa Maridt, que teria participação societária em empreendimentos da rede Tayayá. Parte dessa participação foi posteriormente negociada com fundos de investimento ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Mensagens de WhatsApp obtidas durante as investigações também aparecem no relatório.

Em maio de 2024, Vorcaro teria cobrado Zettel sobre um aporte relacionado ao Tayayá. Meses depois, em agosto, o banqueiro voltou a questionar o andamento do negócio e a localização dos recursos.

Segundo o conteúdo divulgado, Zettel afirmou que os valores haviam sido transferidos ao intermediário responsável pela operação e, posteriormente, informou que o dinheiro estaria no fundo proprietário do Tayayá.

Em outra conversa, quando Vorcaro pediu um levantamento dos aportes realizados, Zettel teria informado valores de R$ 20 milhões inicialmente e mais R$ 15 milhões posteriormente, totalizando os R$ 35 milhões mencionados na investigação.

TOFFOLI NEGA TER RECEBIDO VALORES

Dias Toffoli já negou ter amizade com Daniel Vorcaro e também afirmou não ter recebido valores do banqueiro.

Até a publicação das informações que deram origem a esta reportagem, o ministro não havia apresentado manifestação específica sobre a alegação de que possuiria recursos no exterior relacionados ao fundo mencionado no relatório.

As informações divulgadas pela investigação ainda precisam ser analisadas dentro do devido processo legal. Uma suspeita ou apontamento investigativo não equivale, por si só, à comprovação de crime ou à condenação de qualquer pessoa.

O caso deverá continuar sendo acompanhado à medida que novos documentos e manifestações oficiais forem tornados públicos.

PORTAL CIRCUITO PAULISTA . A REGIÃO SE ENCONTRA AQUI . ROBERTO TORRECILHAS JORNALISTA

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Robertão Chapa Quente

• Diretor do Jornal Digital do Brasil • TV DIGITAL • Apresentador do Programa Chapa Quente

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