OPERAÇÃO “FALSUM” DESCOBRE ESQUEMA DE FALSIFICAÇÃO DE BEBIDAS E APREENDE ARMA EM ARTUR NOGUEIRA
POLÍCIA CIVIL ENCONTROU RÓTULOS E SELOS DA RECEITA FEDERAL COM INDÍCIOS DE FALSIFICAÇÃO, MAQUINÁRIO E BEBIDAS ADULTERADAS; DOIS HOMENS FORAM PRESOS EM FLAGRANTE
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Americana, deflagrou na tarde desta quarta-feira (2) a Operação “Falsum”, em Artur Nogueira, para investigar um imóvel que estaria sendo utilizado para a falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas.
A investigação começou após uma denúncia anônima indicar a possível existência de uma atividade clandestina no local. Durante as diligências, os policiais identificaram movimentações que reforçaram as suspeitas e passaram a monitorar o imóvel.
No interior da residência, os investigadores encontraram grande quantidade de garrafas vazias, incluindo recipientes de whisky, vodka e gin, além de rótulos de diferentes marcas com indícios de falsificação.
Também foram apreendidos selos da Receita Federal com suspeita de falsificação, máquinas utilizadas na preparação e rotulagem das garrafas, tampas, recipientes contendo bebidas que seriam falsificadas, uma máquina de cartões, um DVR e diversos cartões bancários.
Durante a ação, os policiais localizaram ainda um revólver calibre .38, acompanhado de munições intactas e cartuchos já deflagrados.
Dois homens, de 36 e 34 anos, foram presos em flagrante durante a operação. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados era morador do imóvel e possuía antecedentes por crimes como porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, roubo e furto, além de estar submetido a uma medida cautelar.
Peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para realizar os exames técnicos e documentar os vestígios encontrados no imóvel.
Os dois investigados foram conduzidos à sede da DISE de Americana juntamente com todo o material apreendido. A autoridade policial ratificou as prisões em flagrante pelos crimes investigados.
Após os procedimentos policiais e os exames cautelares, os presos seriam encaminhados à Cadeia Pública de Sumaré, onde permaneceriam à disposição da Justiça para a audiência de custódia.
A investigação deverá prosseguir para esclarecer a origem dos materiais utilizados na falsificação, a extensão do esquema e o eventual destino das bebidas produzidas clandestinamente.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE
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