DIA NACIONAL DO CICLISTA – 19 de AGOSTO .

O ciclista e o veículo bicicleta no processo da construção de cidades mais humanas. O Dia Nacional do Ciclista é uma data importante para ampliar os diálogos sobre a relevância do cidadão ciclista no cotidiano das cidades. A mobilidade ativa (que é se deslocar com sua própria energia) tem um papel fundamental na vida urbana, rural, etc. A pauta da segurança viária, comportamentos respeitosos, promover deslocamento seguros, compartilhamento de espaços urbanos, incentivar atitudes que promovam a cidadania e convívio harmônico entre todos no trânsito devem permear diariamente na realidade urbana. A data foi estabelecida com a Lei Federal 13.508/2017 tendo por objetivo principal homenagear todos os ciclistas do território nacional e promover a conscientização sobre a paz e a segurança no trânsito.
A comemoração anual destina-se a prestar homenagem direta ao cidadão e ciclista, o biólogo Pedro Davison, que aos 25 anos morreu em 19 de agosto de 2006 ao ser atropelado por um condutor de um automóvel (veículo motorizado) no Eixo Rodoviário Sul, em Brasília (DF), no dia do aniversário de sua filha. O motorista que o atropelou dirigia em velocidade excessiva e estava embriagado e estava com a CNH vencida. Para piorar, fugiu sem prestar socorro. Foi o primeiro julgamento em Brasília como crime doloso de trânsito. Foi um dos casos que subsidiou o debate sobre a Lei Seca (Lei 11.705/2018). Mais que uma comemoração, o Dia Nacional do Ciclista é um momento importantíssimo para reflexão sobre vários aspectos no trânsito, como: atitudes seguras; conscientizar a sociedade em seus deslocamentos, criar espaços de conversas construtivas com cidadãos, instituições, organizações, poder público, seja no âmbito federal, estadual e municipal, intensificar a fiscalização e punição dos infratores, além da ampliação da infraestrutura cicloviária (Ciclorrotas, Ciclofaixas ou Ciclovias) como forma de proteção física.
É um dia para se pensar em maneiras de aumentar a segurança de quem pedala nas ruas das cidades, seja como: meio de transporte, atividade de lazer, prática esportiva, cicloturismo, etc. Tanto condutores de veículos motorizados, quanto os condutores de veículo bicicleta devem respeitar em seus deslocamentos a legislação de trânsito destinada a circulação, regulamentada no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), lei 9.503/97. O Brasil registrou, nos primeiros 6 (seis) meses de 2026 um total de 12.156 mortes decorrentes de acidentes de trânsito, uma média de 67 vítimas por dia e uma taxa de 11,35 óbitos a cada 100 mil habitantes.
Os dados fazem parte do Painel Estatístico do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) do Ministério da Justiça. Em 2025 foram 11.906 no mesmo período. As capitais brasileiras ampliaram em 5% sua rede de ciclovias e ciclofaixas entre julho de 2024 e julho de 2025, somando 4.266 km de estruturas exclusivas para os veículos bicicleta. O dado integra o quarto monitoramento anual da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas). O estudo, estima que as ciclovias equivalham a apenas 2,77% de toda a malha viária das capitais, e uma média de implantação de um pouco mais de 6km/ano. A frota total atual, estimada de veículos bicicleta no Brasil, ultrapassa 150 milhões de unidades. A frota de veículos é de aproximadamente 124 milhões de veículos registrados em circulação (incluindo automóveis, motos, caminhões e ônibus).
A família Davison marcou presença na inauguração do Bicicletário (estacionamento para veículos bicicleta) no Distrito Federal, no mês de Setembro 2022, os pais do Pedro Davison, Pérsio e Beth Davison e a filha Luiza Davison, além de amigos, representantes do poder público, iniciativa privada, localizado próximo da rodoviária na capital federal. “Ações como essa vão modificar o pensamento de apoio e respeito ao ciclista. Pensar a frente com planejamento em cima da mobilidade”, disse o Sr. Pérsio, pai de Pedro Davison. Ainda há um longo caminho a percorrer para que os cidadãos ciclista com seus veículos bicicleta sejam respeitados dentro do sistema de trânsito brasileiro, como: haver uma profunda interação de todos os envolvidos (Cidadãos ciclistas, sociedade, órgãos públicos, instituições) para que se construam cidades com uma mobilidade resiliente.
Eduardo Alves do Vale, natural de Americana/SP. Ciclista do cotidiano, faz uso do veículo bicicleta desde 2010, já pedalou mais de 100 mil Km e realizou mais de 700 atividades educativas com finalidade de orientar ciclistas. Gestor em Mobilidade Urbana, facilitador na compreensão da mobilidade urbana nos moldes da Lei 12.587/12 (Lei Nacional de Mobilidade Urbana), os seus princípios, diretrizes e objetivos, bem como aplicá-la na mobilidade ativa.
Formado em Engenharia de Produção, com ênfase em “Gestão Estratégica de Negócios” e processos de melhoria contínua pela Universidade Metodista de Piracicaba (Início)/Faculdades Anhanguera (Término).
Pós-Graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho, na prevenção de acidentes, na preservação da saúde dos trabalhadores e na promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis. Assessor de Imprensa, que já publicou mais de 300 releases e artigos com temática mobilidade humana. Fundador do Coletivo Pedala SBO, engajado desde 2013, no incentivo e orientação na utilização do uso do veículo bicicleta, como pedalar com segurança para mobilidade ativa, idealizador e organizador de mais de 700 atividades, sendo, educativas, eventos de cicloturismo cultural, histórico, gastronômico, exposições, encontros, palestras interativas, campanhas educativas quais promovem cidadania. Participação em diversos eventos nacionais e internacionais com a pauta de ciclomobilidade.

