NOVOS IMPOSTOS DEVEM APERTAR MARGEM DOS PRODUTORES DE CAFÉ E ELEVAR CUSTOS NO CAMPO

NOVOS IMPOSTOS DEVEM APERTAR MARGEM DOS PRODUTORES DE CAFÉ E ELEVAR CUSTOS NO CAMPO

Os produtores de café em todo o Brasil devem sentir, já a partir de 2026, os efeitos diretos e indiretos dos novos impostos e mudanças tributárias que entram em fase de transição com a reforma do sistema fiscal. O impacto tende a ser mais pesado justamente no campo, onde a margem de lucro já é pressionada por custos elevados de produção, logística e crédito.

Com a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelos novos CBS e IBS, o setor cafeeiro passa a conviver com um modelo que, embora prometa simplificação no papel, pode encarecer a atividade produtiva, especialmente para médios e grandes produtores que comercializam volumes maiores ou agregam valor ao produto.

Na prática, o café vendido in natura pode até receber tratamento tributário diferenciado, mas todo o entorno da produção — diesel, transporte, fertilizantes, defensivos, peças, máquinas, energia elétrica e serviços — tende a ficar mais caro. Esses aumentos chegam ao produtor de forma silenciosa e constante, corroendo a rentabilidade safra após safra.

Outro ponto de alerta é o efeito cascata dos impostos sobre combustíveis. O café depende fortemente do transporte rodoviário, tanto da lavoura até os armazéns quanto até os portos. Qualquer reajuste tributário nesse setor impacta diretamente o custo por saca, reduzindo a competitividade do produto brasileiro no mercado interno e externo.

Produtores que exportam também observam com preocupação o cenário internacional. Barreiras comerciais, tarifas externas e oscilações cambiais, somadas ao aumento da carga tributária interna, podem resultar em preços menores pagos ao produtor, mesmo quando o café mantém valor elevado no mercado global.

Especialistas do setor avaliam que, sem medidas compensatórias claras, o produtor rural acaba sendo o elo mais penalizado da cadeia: paga mais para produzir, recebe menos para vender e assume o maior risco. Pequenos produtores podem sentir dificuldade em se manter, enquanto médios e grandes enfrentam crescimento dos custos administrativos e contábeis para atender às novas exigências fiscais.

No campo, o sentimento é de incerteza. O café, uma das principais riquezas do agronegócio brasileiro e base econômica de diversas regiões, entra em 2026 sob o risco de maior pressão tributária, redução de margem e perda de competitividade, caso o novo sistema não leve em conta a realidade de quem produz.

✍️ Jornalista, Radialista, Blogueiro, Escritor e Apresentador Robertão Chapa Quente, o jornalista policial número um do Circuito das Águas Paulista — do Jornal Digital Regional, Jornal Circuito Paulista, Jornal Digital do Brasil, TV Digital, RMC TV, Grupo JDB de Comunicação e Notícias e Rádio Notícia, detentor das marcas registradas Jornal Digital do Brasil e RMC TV, Jornal Digital Regional, o primeiro jornal digital de toda a região.

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Robertão Chapa Quente

• Diretor do Jornal Digital do Brasil • TV DIGITAL • Apresentador do Programa Chapa Quente

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