NÃO É SOLIDARIEDADE, É INTERESSE: O CHORO DA CHINA NÃO É PELO POVO VENEZUELANO, É PELO PETRÓLEO

A reação do governo chinês à prisão do ditador venezuelano escancarou, mais uma vez, a hipocrisia da diplomacia internacional. O incômodo de Pequim não tem qualquer relação com democracia, direitos humanos ou com o sofrimento do povo da Venezuela — que, nas ruas, comemora o fim de um regime opressor. O que está em jogo é dinheiro, poder e petróleo.
A China não “defende a soberania venezuelana”. Defende contratos bilionários, campos petrolíferos explorados há anos e acordos firmados com um regime autoritário que garantiu acesso privilegiado às riquezas do país enquanto a população afundava na miséria, na fome e no êxodo forçado.
O chilique diplomático chinês após a prisão do ditador é revelador. Quando o povo venezuelano passava necessidades extremas, não houve indignação. Quando opositores eram perseguidos, presos ou silenciados, não houve protesto. Mas bastou o pilar do regime cair para surgir a “preocupação” internacional.
É preciso deixar claro: não se trata de defesa de princípios, mas de proteção de interesses estratégicos. O petróleo venezuelano sempre falou mais alto do que a dignidade humana para governos que negociam com ditaduras enquanto discursam sobre estabilidade global.
Enquanto isso, o povo da Venezuela celebra nas ruas o que muitos consideram um passo histórico rumo à libertação. E essa celebração contrasta com o desconforto de quem perdeu influência, contratos e controle.
A prisão do ditador não expôs apenas a fragilidade de um regime. Expôs também quem realmente se importava com o poder — e quem nunca se importou com o povo.

