OPINIÃO | POLARIZAÇÃO CEGA EMPACA O BRASIL E EMPRECE O DEBATE POLÍTICO
O debate político brasileiro segue refém de uma polarização rasa e desgastada, concentrada quase exclusivamente em dois nomes: Lula e Bolsonaro. Como se o país, com mais de 200 milhões de habitantes, estivesse condenado a escolher eternamente entre dois polos, enquanto outras lideranças, ideias e projetos são ignorados.
Parte significativa da esquerda brasileira parece agir sob cabresto ideológico, repetindo discursos prontos, defendendo governos independentemente de erros, escândalos ou contradições, e tratando qualquer crítica como ataque pessoal ou “ameaça à democracia”. Esse comportamento não fortalece a democracia — enfraquece.
O Brasil não é propriedade de um partido, nem de um líder político. Há economistas, gestores públicos, juristas, prefeitos, governadores e parlamentares fora desse eixo Lula x Bolsonaro que raramente têm espaço no debate nacional. O resultado é um país travado, onde a discussão deixa de ser sobre propostas, eficiência, transparência e futuro, para virar torcida organizada.
A política virou religião para muitos. Questionar gastos públicos, cobrar explicações sobre cartões corporativos, estatais deficitárias ou decisões econômicas passou a ser tratado como heresia. Governos devem ser fiscalizados — todos, sem exceção.
Enquanto a população briga por nomes, o Brasil continua enfrentando problemas reais: saúde precária, segurança em colapso, impostos altos, inflação silenciosa e serviços públicos que não funcionam. A polarização interessa apenas a quem se mantém no poder.
Está mais do que na hora de o brasileiro acordar, abandonar o fanatismo e entender que democracia não é escolher um salvador, mas exigir resultados, transparência e responsabilidade de quem governa.
O Brasil é maior do que dois nomes.
E o povo merece mais do que essa escolha limitada.
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ROBERTÃO CHAPA QUENTE.

