TARCÍSIO – GESTÃO DE FACHADA, SAÚDE EM RISCO REAL .
Há governos que investem pesado na aparência de eficiência. Discurso técnico, números bem apresentados, narrativa de gestor moderno. Mas a verdade aparece quando o básico falha. Não existe boa gestão quando falta medicamento essencial para manter pessoas vivas.
Na região de Sorocaba, pacientes transplantados renais enfrentam a ausência do tacrolimo 1 mg, um imunossupressor indispensável para evitar a rejeição do órgão transplantado. Não se trata de desabastecimento nacional, nem de crise generalizada. O medicamento segue disponível em outras regiões do Estado e no país. A falha é regional — e isso elimina qualquer desculpa genérica.
Quem depende desse tipo de medicamento não pode esperar. O uso é diário, contínuo e ininterrupto. A interrupção, mesmo por poucos dias, já representa risco clínico sério. Sem o imunossupressor, o próprio corpo passa a atacar o rim transplantado. Isso não é retórica política, é regra médica elementar.
A cadeia de comando da saúde pública existe justamente para evitar esse tipo de situação. Quando o estoque chega a zero e a previsão oficial empurra a reposição para semanas depois, o problema deixa de ser técnico e passa a ser falha administrativa grave. Alguém deixou o controle falhar, alguém ignorou alertas, alguém permitiu que o sistema colapsasse onde ele não poderia colapsar.
A saúde pública não pode ser tratada como extensão de articulação política. Hospital não funciona com lógica partidária. Farmácia de alto custo não aceita atraso burocrático. A medicina não negocia com conveniência, não espera calendário político e não perdoa omissão.
No topo da estrutura está o governo estadual. Abaixo, a Secretaria de Saúde. Na ponta, a gestão regional. Hierarquia existe para definir responsabilidade, não para escondê-la. Quando vidas são colocadas em risco por falta de planejamento, a culpa não é difusa — ela é administrativa e tem endereço.
Governar não é discursar sobre eficiência. É garantir que o essencial nunca falte.
Quando um remédio vital desaparece da prateleira e transplantados ficam expostos ao risco de rejeição, o que se vê não é um erro isolado. É o retrato de uma gestão que falhou onde não podia falhar: na preservação da vida.
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✍️ Robertão Chapa Quente, o jornalista policial número um do Circuito das Águas Paulista — do Jornal Digital Regional, Jornal Circuito Paulista, Jornal Digital do Brasil, TV Digital, RMC TV, Grupo JDB de Comunicação e Notícias e Rádio Notícia, detentor das marcas registradas Jornal Digital do Brasil e RMC TV.

