NÃO É DEFESA DE DIREITOS, É DEFESA DE DITADOR: A ESQUERDA IGNORA O POVO E CHORA PELO CARRASCO

A esquerda não está indignada com a miséria da Venezuela. Nunca esteve.
Não chorou quando o povo passou fome.
Não gritou quando crianças foram presas.
Não se revoltou quando opositores foram torturados, abusados e mortos.
Agora, de repente, se mobiliza — não pelo povo, mas pelo ditador e pela esposa.
Isso não é solidariedade. É cumplicidade.
Durante anos, defenderam um regime que transformou um país rico em petróleo em um campo de concentração a céu aberto. Um governo sustentado por narcotráfico, repressão, medo e corrupção, enquanto milhões fugiam a pé para sobreviver. E eles aplaudiam.
Chamavam de “democracia popular” o que sempre foi ditadura.
Chamavam de “soberania” o que sempre foi escravidão.
Chamavam de “resistência” o que sempre foi crime.
Agora que o ditador caiu, o choro não é humano — é ideológico.
Perderam um símbolo.
Perderam um aliado.
Perderam um projeto de poder.
E o mais grave: o mesmo roteiro está sendo ensaiado em outros países.
Ataque à imprensa.
Judicialização da política.
Perseguição seletiva.
Concentração de poder.
Foi assim na Venezuela. Sempre começa assim.
Quem defende Maduro hoje não defende democracia.
Defende autoritarismo quando é “do seu lado”.
Defende censura quando convém.
Defende repressão quando serve ao projeto.
O povo venezuelano não está de luto. Está em festa.
Porque sabe o que sofreu.
Porque sabe quem os oprimiu.
Porque sabe quem os traiu.
Viva uma Venezuela livre.
Livre do narcotráfico estatal.
Livre da repressão.
Livre dos ditadores travestidos de salvadores.
E que fique o aviso: quem passa pano para ditador, um dia responde por isso — se não na Justiça, na História.
✍️ Jornalista, Radialista, Blogueiro, Escritor e Apresentador Robertão Chapa Quente, o jornalista policial número um do Circuito das Águas Paulista

