LIVRAMENTO DE DEUS – Nem todos que chamam de amigo são, de fato, amigos .Por . Roberto Torrecilhas.

Muitas vezes acreditamos estar cercados de amigos, mas a vida, com o tempo, se encarrega de revelar a verdade. A decepção não vem porque mudamos, e sim porque descobrimos que alguns nunca estiveram ali por quem somos, mas apenas pelo que podíamos oferecer.
Há pessoas que se aproximam enquanto há vantagem, enquanto existe algo a servir: apoio, dinheiro, influência, favores ou conveniência. Mas basta esse “serviço” acabar para que o silêncio chegue, as mensagens parem e os gestos de amizade desapareçam. Não é afastamento por acaso — é revelação.
A amizade interesseira se parece muito com a seca: quando a água acaba, muitos deixam a fonte e vão procurar outra para beber. Não há despedida, nem explicação. Apenas a ausência. E isso dói, porque aprendemos da forma mais dura que nem todo sorriso é lealdade e nem toda presença é compromisso.
O amigo verdadeiro permanece quando não há vantagens, quando você não pode ajudar, quando não tem nada para oferecer além de si mesmo. Ele fica no dia bom, mas principalmente no dia difícil. Ele não mede a relação pelo que recebe, mas pelo valor que você tem.
Por isso, a perda dessas falsas amizades não deve ser vista como fracasso, mas como livramento. Melhor caminhar com poucos que são reais do que cercado de muitos que só ficam enquanto é conveniente.
No fim, a vida ensina: amizade não é troca, é escolha. E quem vira as costas quando a fonte seca nunca foi amigo — apenas um visitante interessado.

