Excelentíssimo SenhorPresidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin .
Cumprimento Vossa Excelência com as saudações de um brasileiro que luta, trabalha e acredita no Estado Democrático de Direito.
Vivemos dias de profunda indignação nacional. Dias marcados por vergonha institucional e sensação de desmoralização das estruturas que deveriam zelar pela legalidade, pela transparência e pelo respeito à Constituição Federal.
Causa perplexidade à sociedade assistir ao Supremo Tribunal Federal, guardião máximo da Constituição, sendo associado a condutas que se assemelham àquilo que a própria Justiça combate: atos praticados sem a devida transparência, longe do escrutínio público e da prestação de contas que se exige em uma democracia.
Há ministros desta Corte citados em investigações de grande repercussão nacional, envolvendo o caso do Banco Master, bem como situações relacionadas à existência de atividades de cassino, prática que, conforme a legislação brasileira vigente, configura crime. Tais fatos, ainda que em apuração, exigem esclarecimentos claros, públicos e imediatos.
Essa realidade afronta diretamente o princípio da moralidade administrativa e representa uma grave quebra de confiança entre o Supremo Tribunal Federal e seus verdadeiros patrocinadores: o povo brasileiro. Somos nós que sustentamos as instituições e delas esperamos conduta irrepreensível.
Vossa Excelência assumiu a presidência desta Casa, historicamente respeitada, e, por isso, deve satisfação à Nação. O silêncio institucional diante de fatos tão graves apenas amplia a desconfiança, fortalece a percepção de impunidade e aprofunda a crise de credibilidade.
O povo brasileiro quer saber:
Quais providências serão adotadas?
Haverá apuração rigorosa, transparente e isenta?
Ou mais uma vez prevalecerá o silêncio e a blindagem interna?
A democracia se sustenta na confiança. Sem ela, restam apenas a indignação e a mobilização cívica legítima. Caso não haja respostas claras, o povo utilizará os meios constitucionais e pacíficos para exigir respeito, legalidade e responsabilidade institucional.
Não se trata de ataque às instituições, mas de defesa delas.
Não se trata de ideologia, mas de legalidade.
Não se trata de afronta, mas de cobrança legítima.
O Brasil exige respeito.
Atenciosamente,
GRUPO JDB DE COMUNICAÇÃO
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