“Amiga do cão”: trilheira abandona companheiro em trilha, tenta se explicar nas redes e revolta o país
A repercussão do desaparecimento de um jovem durante uma trilha no Pico Paraná ganhou novos contornos após a divulgação de vídeos publicados por uma das participantes da expedição. A postura adotada antes, durante e depois do episódio provocou forte reação nas redes sociais, com acusações de abandono, omissão e tentativa posterior de justificar o injustificável.
As imagens, divulgadas nas redes sociais entre o fim de 2025 e o início de 2026, mostram momentos de descontração, preparação e caminhada do grupo antes da subida ao ponto mais alto do Paraná. Após o desaparecimento, uma das publicações passou a concentrar milhares de comentários, a maioria marcada por indignação e revolta diante da conduta relatada.
Segundo informações repassadas às autoridades, o grupo se reuniu em Curitiba na véspera do Ano-Novo e seguiu para o parque estadual com o objetivo de acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026 no cume. Três pessoas participavam da trilha. Durante o retorno, ainda de madrugada, um dos integrantes passou mal, não conseguiu manter o ritmo e ficou para trás.
Mesmo alertada para não deixá-lo sozinho em uma área de mata fechada, com relevo extremo e risco elevado, a trilheira seguiu adiante até o acampamento com os demais. Buscas iniciais realizadas por outros montanhistas não localizaram o jovem.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná, especialistas em montanhismo e voluntários atuam em uma operação de busca considerada uma das mais difíceis já realizadas na região, devido à mata densa, encostas íngremes e mudanças bruscas no clima.
Apesar da comoção nacional, a Polícia Civil do Paraná afirma que, até o momento, não há indícios de crime, tratando o caso oficialmente como desaparecimento em área de mata. No entanto, fora do campo jurídico, a avaliação pública é dura. Para grande parte da população, abandonar alguém debilitado em um ambiente hostil ultrapassa qualquer justificativa técnica ou discurso posterior.
A tentativa de se explicar nas redes sociais, somada a declarações em que a própria trilheira afirmou ter seguido em frente por considerar a atitude parte de seu “estilo de vida”, apenas ampliou a revolta. Para muitos, não se trata de estilo de vida, mas de ausência de empatia, responsabilidade e humanidade.
O foco oficial segue nas buscas. Mas o episódio já entrou para o debate nacional como um retrato extremo de individualismo, onde a aventura foi colocada acima da vida. A pergunta que ecoa nas redes e fora delas é direta: quem abandona um companheiro em situação de risco pode mesmo se chamar de amigo?
📲 ATENÇÃO – PARTICIPE DO SORTEIO BAIXANDO O APP
Baixe nosso aplicativo e receba em seu celular as notícias.
Baixe o aplicativo e concorra a um PIX de 100 reais direto na sua conta!
Baixe em seu celular nosso aplicativo de notícias:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.jornaldigitaldobrasil

