NINGUEM FAZ NADA DE GRAÇA – VENEZUELA NO TABULEIRO DO PODER: PETRÓLEO, INTERESSES E UM POVO ESQUECIDO

NINGUEM FAZ NADA DE GRAÇA – VENEZUELA NO TABULEIRO DO PODER: PETRÓLEO, INTERESSES E UM POVO ESQUECIDO

A resistência da China a qualquer tentativa dos Estados Unidos de controlar ou influenciar o petróleo da Venezuela não é ideológica nem humanitária. É econômica, estratégica e fria. O petróleo venezuelano está no centro de uma disputa global onde grandes potências defendem seus interesses — enquanto o povo segue pagando o preço.

A China investiu bilhões de dólares na Venezuela ao longo dos últimos anos, principalmente no setor energético. Empresas chinesas participam de projetos de exploração, infraestrutura, financiamento e operação ligados ao petróleo. Parte significativa da produção venezuelana foi usada como garantia de empréstimos concedidos por Pequim. Ou seja: o petróleo serve como pagamento de dívidas. Perder o controle sobre esse ativo significaria prejuízo direto.

A Rússia segue a mesma lógica. Moscou mantém interesses estratégicos e econômicos no país, incluindo participação em projetos energéticos, cooperação militar e influência geopolítica na América Latina. O regime venezuelano tornou-se um aliado conveniente, não por afinidade democrática, mas por conveniência política e econômica.

Por isso, quando há pressão internacional contra o governo venezuelano, surgem reações imediatas de China e Rússia. Não se trata de defender a soberania do povo, mas de proteger investimentos, contratos, influência e acesso a recursos naturais.

Nesse jogo de gigantes, a Venezuela virou moeda de troca. Um país com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas com a população vivendo com salários de miséria, fome, serviços públicos colapsados e milhões de refugiados espalhados pelo continente.

Nenhuma dessas potências discute seriamente o drama humanitário, a destruição das instituições, a repressão política ou a ausência de liberdade. O foco está no petróleo, no território e na influência estratégica. O discurso muda conforme o interesse, mas o objetivo é sempre o mesmo: manter o controle de algo valioso.

A verdade é dura: ninguém entra na Venezuela por altruísmo. Nada é de graça. Cada apoio internacional ao regime vem acompanhado de contratos, garantias e vantagens. Enquanto isso, o povo venezuelano permanece fora da equação.

A crise da Venezuela não é apenas interna. É também o reflexo de um sistema internacional onde recursos naturais valem mais do que vidas humanas. E enquanto o país continuar sendo tratado como um ativo geopolítico, a população seguirá refém de interesses que não a representam.

✍️ Jornalista, Radialista, Blogueiro, Escritor e Apresentador Robertão Chapa Quente, o jornalista policial número um do Circuito das Águas Paulista — do Jornal Digital Regional, Jornal Circuito Paulista, Jornal Digital do Brasil, TV Digital, RMC TV, Grupo JDB de Comunicação e Notícias e Rádio Notícia, detentor das marcas registradas Jornal Digital do Brasil e RMC TV, Jornal Digital Regional, o primeiro jornal digital de toda a região.

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Robertão Chapa Quente

• Diretor do Jornal Digital do Brasil • TV DIGITAL • Apresentador do Programa Chapa Quente

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