Polícia Federal prende advogado e banqueiros em operação contra fraudes bilionárias

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (18/11), a Operação Compliance Zero, que investiga crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa envolvendo o Banco Master.
Entre os presos está o advogado Daniel Monteiro, ligado ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Master, que também foi detido. Em dezembro de 2024, Monteiro havia recebido o título de cidadão baiano na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em cerimônia que contou com a presença de Lima.
Além deles, foram presos o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o tesoureiro da instituição, Alberto Félix. No Banco de Brasília (BRB), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento do presidente, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia Júnior.
De acordo com as investigações, o Banco Master teria inflado artificialmente seu patrimônio, adquirindo carteiras de crédito inexistentes e revendendo-as ao BRB. O esquema é estimado em R$ 12 bilhões de prejuízo.
A operação marca um dos maiores escândalos recentes do setor financeiro, envolvendo figuras de destaque no mercado bancário e revelando práticas fraudulentas de grande impacto econômico.
A Operação Compliance Zero revelou um dos maiores escândalos financeiros recentes no Brasil, envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), com fraudes estimadas em R$ 12 bilhões.
Contexto da Operação
Na manhã desta terça-feira (18/11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, cumprindo sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
Entre os presos estão:
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, detido no aeroporto de Guarulhos quando tentava deixar o país em avião particular.
- Augusto Lima, ex-CEO e sócio do Master.
- Daniel Monteiro, advogado ligado a Lima.
- Alberto Félix, tesoureiro do banco.
No Banco de Brasília (BRB), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento do presidente Paulo Henrique Costa e do diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia Júnior.
Esquema Fraudulento
Segundo as investigações, o Banco Master teria inflado artificialmente seu patrimônio por meio da emissão de títulos de crédito falsos.
- Esses papéis eram vendidos ao BRB e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros igualmente fraudulentos.
- O esquema envolvia a compra e revenda de carteiras de crédito inexistentes, mascarando a real situação financeira da instituição.
- A fraude é estimada em R$ 12 bilhões, valor bloqueado pela Justiça em contas vinculadas aos investigados.
Bens Apreendidos
Durante a operação, a PF apreendeu:
- Carros de luxo
- Obras de arte
- Relógios de alto valor
- R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo
Esses bens reforçam a suspeita de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.
Impacto no Setor Financeiro
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando suas atividades. A operação ocorre logo após a tentativa frustrada de venda do Master ao BRB e, posteriormente, à holding Fictor, por R$ 3 bilhões.
O caso expõe fragilidades na fiscalização de instituições financeiras e levanta questionamentos sobre a responsabilidade de órgãos reguladores diante de operações bilionárias.
Conclusão
A Operação Compliance Zero não apenas desmonta um esquema de fraude de proporções inéditas, mas também coloca em xeque a credibilidade de parte do sistema bancário nacional. A investigação segue em andamento, e novas prisões não estão descartadas.

