🇧🇷 NOVOS DETALHES SOBRE A PRISÃO DE Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — conforme relatório da Polícia Federal do Brasil enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF):
📌 Monitoramento e ameaças a jornalistas e adversários
- Mensagens extraídas de aparelhos ligados a Vorcaro mostram que ele ordenava a integrantes de seu núcleo que monitorassem jornalistas e adversários, levantassem dados pessoais e acompanhassem atividades de quem contrariava seus interesses.
- As investigações revelaram a formação de uma estrutura informal — chamada nos autos de “A Turma” — voltada para intimidação ilegal de pessoas consideradas adversárias do grupo econômico ligado ao banqueiro.
🗣️ Ameaça direta a jornalista
- Em uma troca de mensagens no WhatsApp com colaboradores, Vorcaro disse sobre o jornalista Lauro Jardim (colunista do jornal O Globo):
“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.” - A conversa indica que o plano seria simular um assalto para justificar a agressão, como forma de intimidar o profissional por conta de reportagens críticas a seus interesses.
- O relatório da PF leva essas mensagens como prova de intenção criminosa e são parte dos motivos que embasaram a nova fase da operação.
🧠 Monitoramento informal e intimidação
- A investigação aponta que Vorcaro utilizava “A Turma” para levantar informações, acompanhar adversários e intimidar quem considerava opositor, inclusive jornalistas, ex-funcionários e outras pessoas.
- A Polícia Federal identificou no grupo trocas de mensagens com ordens para “derrubar links negativos” e promover apoios positivos.
🛡️ Contexto da prisão e investigação
- A prisão de Vorcaro nesta quarta-feira (4/3) integra a terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF, que retomou a relatoria das investigações.
- Essa fase foi deflagrada para aprofundar apurações sobre ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e organização criminosa, com apoio do Banco Central do Brasil.
🔎 Importante: até o momento, as mensagens são tratadas como parte das provas no processo que tramita no STF, e não há indicação pública de que qualquer agressão tenha efetivamente ocorrido; trata-se de intenções e planos apurados nos autos.
