Lula não governa: executa ordens de um projeto de poder arquitetado por José Dirceu

Lula não governa: executa ordens de um projeto de poder arquitetado por José Dirceu

POR . ROBERTÃO CHAPA QUENTE .

Não há ingenuidade possível diante do que acontece no Brasil. Quem ainda acredita que Lula governa por convicção própria ou decisões autônomas está deliberadamente se enganando. Lula não pensa. Lula executa. O pensamento estratégico, o desenho do poder e a lógica de ocupação do Estado têm nome e sobrenome: José Dirceu.

Dirceu é o cérebro. Lula é o porta-voz emocional de um projeto velho, ressuscitado com verniz institucional. O mesmo projeto que já foi flagrado, julgado, condenado e que nunca deixou de existir — apenas aguardou o momento certo para retornar.

O atual governo não é fruto de improviso nem de erro de percurso. É engenharia política fria, construída para desmontar resistências, neutralizar opositores e ocupar todas as engrenagens do Estado. Tudo lentamente. Tudo com discurso bonito. Tudo embalado na palavra “democracia”.

Lula serve como escudo. Dirceu opera nas sombras. Sempre foi assim.

Quando ministros atacam a liberdade de expressão, não é excesso retórico. É método.
Quando instituições passam a agir politicamente, não é coincidência. É estratégia.
Quando o contraditório é tratado como ameaça, não é defesa da democracia. É autoritarismo disfarçado.

José Dirceu sempre defendeu que o poder real não está no voto, mas no controle das estruturas. Ele escreveu, falou e ensinou isso durante anos. O que vemos hoje é a aplicação prática dessa doutrina: imprensa domesticada, Judiciário politizado, oposição criminalizada e população confusa.

Não é golpe clássico. É pior.
É um golpe silencioso, sem tanques, sem quartéis, sem ruptura explícita — justamente para não gerar reação imediata. Um golpe de caneta, narrativa e intimidação.

Lula não lidera esse processo porque não tem preparo intelectual nem rigor estratégico para isso. Ele segue fielmente o mentor, repete slogans, legitima decisões e sustenta o projeto com carisma e passado sindical. É útil. É funcional. É descartável quando deixar de ser necessário.

A tragédia brasileira é que esse movimento ocorre sob aplausos de setores que se dizem democráticos, mas aceitam censura, perseguição e abuso desde que o alvo seja o “inimigo político”.

O Brasil não está sendo governado. Está sendo reprogramado.

E quem acha que isso termina bem nunca leu a própria história.

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Robertão Chapa Quente

• Diretor do Jornal Digital do Brasil • TV DIGITAL • Apresentador do Programa Chapa Quente

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