Lula lidera rejeição e voto fiel, e escancara a polarização antecipada de 2026

Lula lidera rejeição e voto fiel, e escancara a polarização antecipada de 2026

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (30) pelo instituto Paraná Pesquisas revela um cenário que antecipa, com clareza, o clima de confronto político que tende a marcar as eleições presidenciais de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece como o nome mais conhecido do eleitorado, mas também como o mais rejeitado entre os principais postulantes ao Palácio do Planalto, evidenciando um País ainda profundamente dividido.

De acordo com a pesquisa, 82,1% dos entrevistados afirmam conhecer bem o presidente. Ao mesmo tempo, 45,3% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, o maior índice de rejeição entre os nomes testados. Apesar disso, o petista mantém a maior taxa de voto consolidado: 31,5% afirmam que votariam nele com certeza, enquanto outros 22,3% dizem que poderiam apoiar sua candidatura.

Os números mostram que Lula segue sendo uma figura central da política nacional, capaz de mobilizar apoios sólidos, mas também de provocar resistência significativa em amplos setores do eleitorado. Trata-se de um capital político robusto, porém acompanhado de um desgaste igualmente expressivo.

Na segunda posição em rejeição aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como possível nome da oposição. Segundo o levantamento, 44,7% dos eleitores afirmam que não votariam nele. Ainda assim, Flávio apresenta desempenho competitivo: 26,3% dizem que votariam com certeza no senador, e 28,1% afirmam que poderiam votar.

Um dado relevante é o nível de conhecimento do eleitorado em relação ao senador. Apenas 34,9% dizem conhecê-lo bem, o que indica que seu desempenho ocorre mesmo com menor exposição nacional quando comparado ao atual presidente. O cenário sugere espaço para crescimento, caso sua imagem venha a ser mais difundida ao longo do período pré-eleitoral.

A pesquisa reforça a leitura de que a eleição de 2026 tende a repetir, em grande medida, a lógica da polarização política que marcou os últimos pleitos nacionais. De um lado, um presidente amplamente conhecido, com base fiel consolidada e rejeição elevada; de outro, um campo oposicionista que, mesmo fragmentado, demonstra potencial de competitividade.

Mais do que intenções de voto, os números expõem um ambiente político ainda marcado por antagonismos, onde a disputa não se limita a propostas, mas reflete embates simbólicos, identitários e ideológicos que seguem moldando o debate público no Brasil.


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Robertão Chapa Quente

• Diretor do Jornal Digital do Brasil • TV DIGITAL • Apresentador do Programa Chapa Quente

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