OPINIÃO | BLINDAGENS, PODER E A SENSAÇÃO DE IMPUNIDADE NO BRASIL

O Brasil atravessa mais um período em que cresce, entre parte significativa da população, a percepção de que o país é governado para atender interesses próprios de grupos políticos, financeiros e institucionais, enquanto o cidadão comum segue desamparado.
Decisões recentes envolvendo autoridades de alto escalão reforçam esse sentimento. O arquivamento de apurações pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em casos que envolvem figuras centrais do poder, como o ministro Alexandre de Moraes e pessoas próximas a ele, tem sido visto por críticos como mais um episódio de blindagem institucional. Para esses setores, a atuação da PGR demonstra alinhamento político com o Palácio do Planalto, o que levanta questionamentos sobre a independência efetiva entre os Poderes.

No centro das críticas também está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Adversários e analistas independentes apontam que o governo evita aprofundar investigações sensíveis, incluindo casos envolvendo grandes instituições financeiras, como o Banco Master e sua relação com operações bilionárias que despertam suspeitas no mercado. A ausência de delações, responsabilizações ou transparência mais ampla apenas reforça a narrativa de proteção mútua entre elites políticas e econômicas.
Outro ponto que provoca indignação é o silêncio em torno de denúncias que citam o irmão do presidente em supostos esquemas ligados a sindicatos e descontos indevidos em benefícios de aposentados. Embora o tema circule em investigações e denúncias jornalísticas, o nome permanece fora do debate público institucional, o que para muitos simboliza dois pesos e duas medidas na aplicação da lei.
O resultado desse cenário é uma crescente sensação de impunidade. Enquanto cidadãos comuns enfrentam o rigor do sistema, figuras poderosas parecem transitar por um campo protegido, onde investigações não avançam, denúncias não prosperam e responsabilidades não são assumidas.
A democracia perde quando a confiança nas instituições se esvai. E o Brasil segue refém de um sistema em que poder blinda poder, enquanto a sociedade assiste, indignada, ao enfraquecimento da credibilidade pública.
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