Dia Mundial do Braille chama a atenção da sociedade para a inclusão dos deficientes visuais

Dia Mundial do Braille chama a atenção da sociedade para a inclusão dos deficientes visuais


Na última terça-feira, 4 de janeiro, foi celebrado o Dia Mundial do Braille. A data foi estabelecida pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018 e foi instituída para chamar a atenção da sociedade sobre a importância de assegurar formas de inclusão de deficientes visuais na escrita e no acesso aos livros.

A data também marca o aniversário de Louis Braille, que aos 15 anos inventou o sistema tátil de leitura e escrita para pessoas cegas ou com deficiência visual. O sistema é baseado em pontos com relevo em papéis, que são apreendidos por meio do contato com a ponta dos dedos. Por meio da combinação de seis pontos, é possível fazer até 63 caracteres diferentes.

De acordo com a União Mundial de Cegos, apenas 5% dos livros em todo o mundo são transcritos para o Braille, em países pobres o percentual cai para 1%. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) a incidência de deficiência visual é quatro vezes maior em países de baixa ou média renda do que em nações ricas.

A OMS também aponta que 2,2 bilhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual, esse número está relacionado ao primeiro relatório mundial sobre visão publicado em 2019. Desse número, 1 bilhão possui uma condição que poderia ser prevenida ou tratada.

No Brasil, segundo o último estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o tema, realizado em 2010, cerca de 6,5 milhões de brasileiros apresentam deficiência severa. No Estado de São Paulo, a mesma pesquisa indica que mais de 143 mil pessoas se declaram cegas.

Na Alesp

O Projeto de lei 691/2021, de autoria do deputado Castello Branco (PSL), institui o Programa Estadual de Atendimento ao Deficiente Visual, visando o acesso à alfabetização e ao letramento por meio do Sistema Braille de leitura e escrita, nas instituições públicas e privadas de ensino.

O texto prevê também a produção de materiais específicos e o livro em Braille, por meio da informatização e do uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e integração.

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