Bolsonaro veta nome do ex-presidente João Goulart em rodovia federal

Bolsonaro veta nome do ex-presidente João Goulart em rodovia federal


O presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou integralmente projeto de lei dando o nome do ex-presidente João Goulart (1918-1976) à rodovia BR-153, entre Cachoeira do Sul (RS) e Marabá (PA). Jango, como era popularmente conhecido, foi presidente da República de 1961 a 1964, quando foi destituído por um golpe militar.

De autoria do então senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o PLS 503/2011 foi aprovado pelo Senado em 2012 e pela Câmara (onde recebeu o número 4.261/2012) em setembro passado. Nas duas Casas, a proposta foi aprovada em caráter terminativo em comissões, sem necessidade de votação no Plenário. “Deposto pelo golpe militar de 1964, o presidente João Goulart talvez seja um dos personagens mais injustiçados de nossa história recente”, afirmou Aloysio Nunes na justificativa do projeto.

No despacho que comunica o veto, o presidente da República alega que “tal medida é inoportuna por não considerar as especificidades e as peculiaridades de cada estado”, pois “homenagear apenas uma figura histórica poderia representar descompasso com os anseios e as expectativas da população de cada unidade federativa abrangida pela rodovia”. A mensagem acrescenta que esse tipo de homenagem não pode ser “inspirada por práticas dissonantes das ambições de um Estado Democrático”, sem especificar a que práticas se refere.

Herdeiro político de Getúlio Vargas, João Goulart (1918-1976) foi eleito vice-presidente duas vezes, em 1955 e 1960, pelo voto popular. Governou o Brasil de 1961 a 1964, tendo assumido o governo em razão da renúncia de Jânio Quadros (1917-1992), e em meio a uma crise institucional que levou à adoção do sistema parlamentarista. Em 1963, o presidencialismo foi restabelecido por plebiscito, e Jango passou a governar com plenos poderes, até ser derrubado em 1964. Ele se exilou no Uruguai, onde morreu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Infoco Web

Infoco Web

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *