Ministro diz que Brasil deixará de depender da importação de insumos para vacinas

Ministro diz que Brasil deixará de depender da importação de insumos para vacinas


O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse nesta terça-feira (15) aos deputados da comissão externa que acompanha o enfrentamento da pandemia que o Brasil deve deixar de depender da importação de insumos para vacinas nos próximos anos.

Segundo ele, o comitê Rede Vírus deve garantir o desenvolvimento de tecnologia para a produção de insumos e o envasamento de vacinas nacionais e que, com isso, não será mais necessário importar matéria-prima, inclusive para imunizantes contra a Covid-19.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Reunião Extraordinária. Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Cesar Pontes
Marcos Pontes: ideia é usar vacinas nacionais contra a Covid-19 nos próximos anos

“E para o ano que vem? Porque a gente vai ter que ter vacinação [contra Covid] para o ano que vem e os anos subsequentes. Vai importar tudo de novo? Não! Aí a gente vai usar as vacinas nacionais, que já podem até entrar neste ano no rol de possíveis para serem aplicadas nos brasileiros”, declarou Pontes.

Desde o ano passado, a Rede Vírus reúne especialistas, representantes de governo, agências de fomento, centros de pesquisa e universidades para o desenvolvimento de vacinas no País, especialmente um imunizante nacional contra o novo coronavírus.

Recursos
A deputada Carla Dickson (Pros-RN) afirmou que a comissão quer saber como está sendo feita a aplicação dos recursos da pasta no desenvolvimento de uma vacina brasileira contra a Covid-19. “Há R$ 415 milhões destinados para serem investidos nessa tecnologia”, ressaltou ela.

O secretário de Pesquisa e Formação Científica do ministério, Marcelo Morales, explicou que foi feita uma chamada pública, e 15 projetos de desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 foram selecionados. Desse total, quatro propostas já concluíram as fases pré-clínicas.

“Vamos, sim, chegar a uma vacina nacional. Conseguimos os R$ 415 milhões após muita discussão produtiva com o Congresso Nacional, com agentes do governo”, afirmou o secretário.

Questionado pelos parlamentares se o orçamento é suficiente, Morales disse que hoje existem verbas para testar as quatro vacinas nas fases 1 e 2, mas, para o estudo clínico, que é a fase 3, só há dinheiro para uma das vacinas.

Mas, com o descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico aprovado pelo Congresso Nacional em março, Marcelo Morales acredita que haverá recursos suficientes para desenvolver todas as vacinas que tiverem sido aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Marcelo Oliveira

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