Comissão promove debate sobre violência política contra as mulheres negras

Comissão promove debate sobre violência política contra as mulheres negras


Fernando Frazão/Agência Brasil
Direitos Humanos - negros - mulheres negras racismo movimentos sociais manifestação protestos (contra prisão de advogada negra em audiência)
Relatório sobre violência política mostra que mulheres negras tem sido mais afetadas

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promove audiência pública na segunda-feira (3) sobre violência política contra as mulheres negras. O debate ocorre no plenário 11, às 14 horas, com transmissão interativa.

O pedido para a realização da audiência é da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ). Ela ressalta que a violência política de gênero tem alcançado patamares inaceitáveis no Brasil. “Essa violência vai desde o desfavorecimento na divisão de recursos dos partidos, ou mesmo desvio desses recursos, até atentados e assassinatos”, disse.

Petrone cita dados do relatório “Violência Política e Eleitoral no Brasil”, que traz um panorama dessas ocorrências no País, mostrando aumento significativo dos casos desde 2018. “A cada 13 dias, o Brasil registra pelo menos um caso de violência contra candidatos ou pré-candidatos, em todos os níveis da Federação e entre as mais variadas filiações partidárias – média calculada desde 2016 e com escopo de análise restrito a representantes de cargos públicos”, diz o relatório. Segundo o mesmo documento, são as mulheres, sobretudo as negras, as que têm sido mais afetadas pela violência política.

Foram convidados para a audiência:

  • a professora da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas Lígia Fábris;
  • a diretora-executiva do Instituto Marielle Franco, Anielle Franco;
  • a coordenadora de incidência política da Terra de Direitos, Gisele Barbieri;
  • a pesquisadora da Justiça Global Daniele Duarte;
  • a co-vereadora eleita em 2020 na cidade de São Paulo Carolina Iara;
  • representante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;
  • representante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Da Redação – GM

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