Comissão debate sucessão rural e incentivo à permanência da juventude no campo

Comissão debate sucessão rural e incentivo à permanência da juventude no campo


Divulgação/MST
Agropecuária - plantações - agricultura familiar MST (Mutirão de Sistema de Agroflorestas no Pré-Assentamento Agroecológico Egidio Brunetto, em Lagoinha, no Vale do Paraíba (SP))
Audiência vai debater proposta que quer fixar o jovem no campo

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta sexta-feira (30) com o tema “Sucessão rural e incentivo à permanência da juventude no campo”.

O debate será realizado às 9 horas, no plenário 6.

Foram convidados para a reunião:

  • o coordenador estadual da Emater-MG, Argileu Martins da Silva;
  • o coordenador da Juventude da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf Brasil), Francisco Auri Alves Junior;
  • a diretora nacional do Coletivo de Juventudes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST), Jailma Lopes Dutra Serafim;
  • o coordenador do coletivo de comunicação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Mateus Menezes Quevedo;
  • um representante do Ministério das Comunicações;
  • a secretária de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Contag, Mônica Bufon Augusto;
  • a representante do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) Patrícia  Klock; e
  • o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Valdecir José Zonin.

O deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG), autor do requerimento, informou que a audiência pretende debater o projeto de lei (PL 9263/17) que institui a Política e o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural. Segundo o deputado, apenas 5% da população rural brasileira tem menos de 30 anos de idade, de acordo com o Censo Agropecuário realizado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O produtor está envelhecendo e não está havendo reposição nas camadas etárias mais baixas e os trabalhadores do setor têm buscado outras fontes de renda além das suas atividades tradicionais”, disse.

Os motivos para migração foram isolamento, falta de renda e assistência
médica no campo, além da dificuldade de acesso a educação, como o ensino
superior. Para o deputado, o êxodo da juventude rural coloca em risco a sucessão geracional da agricultura familiar, com implicações diretas sobre a segurança e soberania alimentar, hídrica e energética do País.

Da Redação – RS

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