Fevereiro Roxo alerta para três doenças incuráveis, mas cujos sintomas podem ser amenizados

Fevereiro Roxo alerta para três doenças incuráveis, mas cujos sintomas podem ser amenizados


No segundo mês do ano acontece a campanha Fevereiro Roxo, que busca a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do Lúpus, da Fibromialgia e do Alzheimer. Apesar de diferentes em seus sintomas, essas doenças possuem o fato em comum de não terem cura. No entanto, ao serem identificadas em seu estágio inicial, tratamentos podem retardar a progressão dos sintomas.

A campanha existe desde 2014, quando organizações não-governamentais e prefeituras começaram a promover ações de esclarecimentos para a população sobre a importância de buscar auxílio médico já aos primeiros sinais das patologias.

Mal de Alzheimer

Essa doença acomete principalmente pessoas idosas e se caracteriza por causar a perda progressiva das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem). E isso ocorre em função da morte de células cerebrais. Se tratada ainda no início, é possível garantir melhor qualidade de vida para o paciente e à família.

Na Alesp, o Projeto de Lei 534/2020, de autoria da ex-deputada Beth Sahão, propõe criar um programa de apoio, orientação e atendimento aos pacientes, familiares e cuidadores das pessoas afetadas pela doença.

A parlamentar afirma que a integração dos órgãos públicos pode ser uma boa maneira de combater a doença: “Como se trata de uma doença cujas causas ainda não foram estabelecidas, o diagnóstico é extremamente complexo e envolve o trabalho de equipes multidisciplinares. O quanto antes for identificada em seus estágios iniciais, maiores são as chances de se controlar os sintomas”.

Fibromialgia

Já a Fibromialgia, também conhecida como a síndrome das dores inexplicáveis, é uma patologia que se manifesta por dores crônicas, que podem ser associadas a sintomas como alterações no sono e no humor, podendo evoluir para quadros de ansiedade ou depressão.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que 90% das pessoas diagnosticadas são mulheres, fato que ainda não possui explicação científica.

Não apenas a prevalência feminina da doença, mas também outros aspectos da Fibromialgia ainda são um mistério para a medicina, como as causas e a origem. O diagnóstico é feito quando o paciente sente dor nos cantos superiores e inferiores do corpo por mais de três meses.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Alesp analisa o Projeto de Lei 393/2019, que tem por objetivo classificar os portadores da Fibromialgia como prioritários no atendimento em órgãos públicos e estabelecimentos privados, da mesma forma que ocorre com as gestantes, os idosos e pessoas com deficiência. A proposta é de autoria dos deputados Rodrigo Moraes (DEM) e Thiago Auricchio (PL).

Lupus

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica e com maior incidência entre as mulheres assim como a Fibromialgia. Em geral os sintomas são inflamações na pele e/ou em órgãos internos e o diagnóstico pode ser feito por exame de sangue ou urina.

Os médicos apontam que as pessoas afetadas pela LES possuem uma pré-disposição genética que as tornam mais susceptíveis ao acometimento da doença. À este fato, adiciona-se o conjunto de outros fatores, como irradiação solar ou infecções causada por micro-organismos, fazendo com que cada pessoa desenvolva uma faceta diferente da patologia.

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