50 DICAS FINANCEIRAS

50 DICAS FINANCEIRAS

Um dos itens importantes para o momento atual de CORONAVÍRUS é a questão da SAÚDE Financeira das empresas, pois sabemos que um CNPJ é formado por vários CPFs, por isto neste artigo fizemos questão de trazer 50 Dicas financeiras valiosas do consultor Sérgio Diniz, para que sua empresa e nem você fiquem PARALISADOS.

1. Existem alguns controles que são básicos para que o empresário possa realizar este acompanhamento, são eles: CAIXA e BANCOS; CONTAS A PAGAR. CONTAS A RECEBER; CONTROLE DE ESTOQUES.

2. Atenção com o CAIXA: evite qualquer excesso e/ou gasto desnecessário.

3. Mantenha rígido controle sobre as disponibilidades (dinheiro que HOJE está disponível) no CAIXA e nos BANCOS.

4. Recomenda-se conferir diariamente o CAIXA e o saldo do BANCO.

5. Verifique a situação do CONTAS A RECEBER fazendo a previsão semanal/quinzenal/mensal das ENTRADAS no CAIXA.

6. Faça um levantamento semanal/quinzenal/mensal dos gastos – CONTAS A PAGAR já comprometidos – SAÍDAS do CAIXA.

7. Analise criteriosamente as ocorrências entre as ENTRADAS e SAÍDAS em cada um dos períodos (semanal/quinzenal/mensal) para determinar se haverá SOBRA ou FALTA do DINHEIRO (QUANDO? QUANTO? PORQUE?).

8. Calcular o PONTO DE EQUILÍBRIO é uma providencia essencial e assim, auxilia ao empresário conhecer o quanto deve faturar para pagar os seus gastos fixos.

9. A falta de dinheiro pode ser proveniente de várias decisões que o empresário toma equivocadamente, como alguns exemplos: o excesso de compras e por consequência muito estoque parado; retirada dos sócios acima do que a empresa pode pagar; venda de produtos a preços que não cobrem os gastos da empresa; confusão patrimonial (misturar o dinheiro da Pessoa Jurídica como o da Pessoa Física – na prática, a maioria das empresas não consegue separar estes valores e fazem um “emaranhado” dos gastos da pessoa física com a pessoa jurídica.

10. Tenha foco na saúde financeira e preserve a LIQUIDEZ (capacidade de pagamento dos compromissos) ao máximo.

11. TODOS devem controlar ainda mais de perto seus principais PROCESSOS, como por exemplo: VENDAS, CONCESSÃO DE CRÉDITO, COMPRAS, LOGÍSTICA, ESTOQUE, EXPEDIÇÃO.

12. Fique atento e confira também se TODOS os gastos da empresa estão registrados no CAIXA. Pequenos gastos efetuados com frequência impactam significativamente o resultado e muitas vezes ficam de fora do controle do CAIXA, como por exemplo: retiradas dos sócios fora do pró-labore ou pequenas despesas feitas sem o respectivo comprovante/nota fiscal.

13. Observe se a maior parte das VENDAS foi feita A PRAZO. Confira se os valores estão no controle das CONTAS A RECEBER.

14. Verifique se foram feitas vendas sem NF e se há um controle paralelo – CONTAS A RECEBER.

15. Revise as políticas de preços, de crédito e de cobrança; construa cenários para entender onde estão os riscos e promova ações estratégicas para eliminar e/ou minimizar.

16. PRÓ-LABORE: O valor do pró-labore deve ser estabelecido levando em consideração a situação financeira da empresa, ou seja, quanto é possível ter de pró-labore para os sócios. Com esse valor o empresário deve adequar seu estilo de vida. O ideal é que pró-labore seja retirado do CAIXA apenas uma vez por mês.

17. Na atual situação, os empresários precisam rever as suas retiradas PRÓ-LABORE, visto que: com muitas empresas sem operação normal do cotidiano ou em “meia força”, o CAIXA estará comprometido e o primeiro “sacrifício” tem que ser dos SÓCIOS.

18. Podemos afirmar tal proposição baseado nas seguintes circunstâncias: TODOS estamos em casa/quarentena e gastos com lazer, deslocamentos, combustível, pedágio, estacionamento tendem a desaparecer ou diminuir consideravelmente.

19. É preciso repensar as COMPRAS: o processo de compras de materiais, matérias-primas, insumos, embalagens requer total atenção devendo ser muito bem planejadas na situação atual, a fim de que a empresa compre a quantidade necessária, sem acumular grandes estoques.

20. Se for preciso COMPRAR, negocie prazos mais elásticos de pagamento com os seus FORNECEDORES.

21. As empresas têm a necessidade de COMPRAR cada vez melhor, assim, práticas como cotação de preços, ajudam na negociação e redução de custos.

22. É possível aproveitar a oportunidade de pesquisar/desenvolver outros FORNECEDORES, no intuito de garantir mais opções de fornecimento.

23. ESTOQUE é dinheiro imobilizado/parado e nenhuma empresa, seja qual for segmento/atividade pode se dar a esse LUXO.

24. Ajuste o ESTOQUE à necessidade da venda.

25. Se não está VENDENDO, NÃO DEVE ESTAR COMPRANDO.

26. Negociar DESCONTOS na COMPRA A VISTA, pode ser outra alternativa. Em algumas situações muito específicas, conseguir alguma linha de crédito (ver custo financeiro) pode valer a pena para pagar à vista, pois se o DESCONTO é válido e existem incertezas em relação à disponibilidade futura do material.

27. Em tempos de CRISE e incerteza econômica, os empresários podem se proteger fazendo previsões de demanda mais realistas. Isso evita despesas excessivas com COMPRAS e ARMAZENAMENTO de itens desnecessários, além de prevenir perdas de produtos em função de expiração de data de validade, por exemplo.

28. Para alavancar dinheiro na empresa, verificar quais são os itens que já estão no ESTOQUE por mais de 60 dias e liquide-os.

29. É MELHOR VENDE-LOS PELO PREÇO DE CUSTO/AQUISIÇÃO e assim, injetar dinheiro no CAIXA.

30. Se possuir muito ESTOQUE do produto/mercadoria
que mais vende este servirá como injeção de dinheiro para equilibrar o CAIXA ou para pagar dívidas em curto prazo.

31. Faça PROMOÇÕES, CRIE KITS/COMBOS, CONDIÇÕES ESPECIAIS DE PAGAMENTO.

32. Para desovar ESTOQUE, use plataformas MARKET PLACE.

33. Cuidar do ESTOQUE é tarefa muito importante, pois armazenar significa custo de 20 a 40% do negócio (custo com espaço, manutenção, manuseio, pessoas, risco de desvalorização, de quebra, de avarias). Portanto, é ESSENCIAL acelerar o tempo em que as mercadorias chegam e são vendidas.

34. Em média uma mercadoria/produto não deve ficar mais do que 45 dias parada no ESTOQUE, pois isso já significa prejuízo face aos custos financeiros envolvidos e que a grande maioria dos gestores desconhece ou não considera.

35. Controle a validade e a aceitabilidade dos itens do ESTOQUE.

36. Pense na CRIAÇÃO e/ou MANUTENÇÃO de PROGRAMAS PONTUAÇÃO-FIDELIZAÇÃO e que podem estimular os consumidores/clientes a continuarem comprando.

37. Também é possível PROMOVER produtos/mercadorias que a empresa costuma ter alta margem de lucro.

38. Várias são as formas para se aumentar as VENDAS, porém todas elas precisam estar muito bem direcionadas para o seu público-alvo. Na comunicação promocional é fundamental: falar a “língua do cliente”; direcionar corretamente os benefícios que serão concedidos aos clientes. Os CLIENTES SEMPRE estarão olhando para sua promoção e perguntando: Mas, afinal o que é que eu ganho com isso?

39. Ter um CADASTRO DE CLIENTES atualizado, com perfil de compras, comportamento de pagamento, auxiliará nas promoções, na concessão de crédito, na escolha das formas de pagamentos a serem oferecida e ainda na cobrança.

40. Fazer INVENTÁRIOS PERIÓDICOS: auxilia na identificação de furtos ou desvios de estoque; evitar a obsolescência; identificar produtos que estão sem giro; conhecer a influência de estoque nos resultados financeiros; zelar pelo capital de giro.

41. É comum o empresário associar dificuldades financeiras da empresa a eventuais erros na PRECIFICAÇÃO dos produtos, porém nem sempre é possível alterá-lo em virtude da forte concorrência. O mínimo a ser feito é pesquisar se os PREÇOS praticados pela empresa estão compatíveis com o mercado.

42. Verificar o PREÇO DE VENDA calculado ajuda a responder o porquê falta dinheiro para a empresa, pois às vezes o preço de venda é calculado de maneira equivocada.

43. As empresas que atuam no segmento de SERVIÇOS, independentemente do tipo, precisam caprichar na qualidade da entrega para se resguardarem dos consumidores insatisfeitos e daqueles que estão tentando economizar durante períodos de crise.

44. Outra alternativa para aqueles que atuam em SERVIÇOS é aumentar o valor agregado na prestação dos serviços (como pacotes, vantagens etc.), pois isso reduz as chances de que os clientes / consumidores deixem sua empresa em busca de alternativas mais vantajosas na concorrência ou em função de necessidades de cortes em suas despesas.

45. Nas INDÚSTRIAS é fundamental planejar a produção com mais precisão, levando em conta todos os materiais, equipamentos e mão de obra disponíveis no momento. Agindo dessa forma, os gestores e profissionais responsáveis pela produção podem manter as operações da fábrica em um ritmo reduzido, mas, ainda assim, gerar resultados para o negócio.

46. Na indústria, os gestores do segmento precisam otimizar os processos de estocagem e distribuição de produtos para aproveitar ao máximo o espaço disponível e o transporte/logística.

47. Se a empresa está com restrição financeira, como negociar ou renegociar com os meus credores? As informações a seguir partem da premissa que o empresário sabe claramente os fatores que levaram sua empresa a um período de crise e também sabe que é uma situação passageira e passível de reversão. Ser proativo e transparente na negociação com os credores. Tomar a iniciativa de contatá-los levando uma proposta de um plano de reestruturação de sua empresa, com números realistas sobre o futuro: vendas, custos, despesas e lucro.

48. No momento de dificuldade, elimine as despesas desnecessárias, mantenha o controle, além de evitar desperdícios. Considere também: analisar os gastos, como de telefones, transporte, energia elétrica, material de escritório, de limpeza, com o intuito de checar se o que está sendo cobrado pode ser diminuído.

49. Cuide do índice de INADIMPLÊNCIA: entre em contato com o cliente antes da dívida completar 30 dias; seja flexível; proponha parcelamento da dívida.

50. ATENÇÃO: antes de tomar quaisquer medidas, faça consulta as normas do Código de Defesa do Consumidor.

JOÃO RODRIGUES
PRESIDENTE ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE JAGUARIÚNA

João Rodrigues Jaguariúna

João Rodrigues Jaguariúna

Presidente ACI JAGUARIÚNA (2019-2022) - Conselheiro JRS COMPUTAÇÃO - Fundador do Marketing do BEM - Empresário - Empreendedor do BEM - Lider Empresarial - Administrador Profissional - Pós Graduado em Gestão de Negócios.

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