POUCA VERGONHA NESSE GOVERNO DE SP. Policiais civis entregam coletes vencidos em manifestação em SP

POUCA VERGONHA  NESSE GOVERNO DE SP.      Policiais civis entregam coletes vencidos em manifestação em SP

Além disso, policiais de manifestaram contra a reforma da previdência estadual.

O Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil (Sinpolsan) realizou uma manifestação, nesta segunda-feira (25), em Santos, no litoral de São Paulo, contra a reforma da previdência estadual. Eles também reivindicaram novos coletes à prova de balas. De acordo com informações, há equipamentos vencidos com datas de 2011, 2016 e 2018. O presidente da Sinpolsan, Márcio Pino, aponta para a falta de segurança para os agentes.

O protesto começou por volta das 10h e contou com a presença de cerca de 20 policiais, que apresentaram de forma simbólica os coletes vencidos no Palácio da Polícia, no Centro da cidade. Pino alega que o Governo do Estado não tomou nenhuma providência sobre o assunto, quando foi notificado em setembro deste ano.

Com mais de um ano vencidos, os 1.400 coletes pertencem a policiais que trabalham em 24 cidades, entre Bertioga e Barra do Turvo. Márcio explica que o único local em não havia coletes vencidos é o Instituto de Criminalística de Guarujá. “Em três meses, o verão vem, a população aumenta e nada acontece”, conta.

Com a entrega simbólica, o sindicato registrou uma ata notarial para formalizar o procedimento. Conforme informado por Márcio, os dispositivos de segurança vencidos estão sendo entregues formalmente nas unidades em que cada policial trabalha, para que sejam enviados para a Secretaria de Segurança do Estado.

Márcio confessa que a sua preocupação é em relação ao tempo que os policiais irão demorar para receber os novos coletes. A Secretaria de Segurança Pública, informou que apesar do déficit fiscal do governo anterior, a atual gestão pagou os bônus que estavam atrasados desde 2018 e reforçou o policiamento com a compra de armas e equipamentos, dentre eles 8.293 coletes, com investimento de mais de R$ 4 milhões. Apesar de questionada, a Secretaria não informou quando será feita a entrega dos equipamentos.

Reforma da previdência

Às 12h, a Sindicato seguiu para o Palácio da Polícia em Santos para protestar contra a reforma da previdência estadual, que foi anunciada no último dia 8, durante uma coletiva com o Governador do Estado de São Paulo, João Doria. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2019 prevê a modificação do regime da previdência social dos servidores públicos do estado.

O presidente informou que o sindicato está cobrando o compromisso do Governador. “Na sua campanha, ele se comprometeu e falou em um de seus debates que não seria realizada nenhuma mudança na reforma da previdência do servidor estadual. Nós somos contra o aumento da alíquota, contra o aumento idade mínima para aposentadoria, contra a perda de direitos e outros pontos que ficam ali dúbios”.

As novas regras preconizam que a idade mínima para aposentadoria voluntária passará para 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Já o tempo mínimo de contribuição passa de 35 para 25 anos de recolhimento. Além disso, a proposta financeira também pede a elevação da alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14%, mudança que entrará em vigor 90 dias após a aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa.

Por meio de nota, o Governo do Estado informou que a reforma da previdência estadual é essencial para o Estado de São Paulo manter o equilíbrio fiscal e recuperar a capacidade de investimento em setores como saúde, segurança e educação. Para a sociedade, que hoje tem grande parte dos seus impostos comprometidos com o pagamento de aposentadorias; e, também, para os próprios servidores garantirem a sua aposentadoria sem atrasos ou reduções.

Ainda na nota, o Governo informou que, em 2018, o rombo da previdência foi de R$ 29,5 bilhões. “Estima-se que cada cidadão paulista tenha pago cerca de R$ 664, por meio da dedução de impostos, para cobrir este rombo. Com a reforma da previdência de São Paulo aprovada, a economia chegará a R$ 32 bilhões em 10 anos. Ressalta-se ainda que a reforma estadual segue as diretrizes da reforma previdenciária federal quanto às regras para aposentadoria e à elevação da alíquota da contribuição previdenciária. Por fim, informamos que o governo segue dialogando com o Legislativo para aprovação do texto da reforma em sua integralidade, haja vista a importância de adotar as medidas previstas”. G1

Jornal Digital do Brasil

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