Economia de água deve ser constante e abrangente

Economia de água deve ser constante e abrangente

Economia de água deve ser constante e abrangente - Ademilar

Desde o final de 2013, a cidade de São Paulo vive a chamada crise da água. A falta de chuvas é apenas um dos fatores que explicam os níveis baixíssimos dos reservatórios do Sistema Cantareira, considerado a principal fonte de abastecimento da capital paulista e de municípios próximos.

Economia de água deve ser constante e abrangente

Especialistas apontam que a falta de planejamento do setor de distribuição de água também é responsável pela queda nos níveis de água, assim como o consumo excessivo. Para incentivar a população a gastar menos, em fevereiro o governo passou a oferecer um bônus de 30% de desconto na conta daqueles que reduzissem em pelo menos 20% o uso. Como o desconto não surtiu o efeito esperado, uma vez que 24% da população aumentou o consumo no primeiro mês em que a iniciativa entrou em vigor, o governo pretende multar quem gastar além da conta.

Agora, mais do que nunca, é momento de economizar, pois se especula que no próximo mês será usado o volume morto do reservatório, localizado abaixo dos sistemas de captação.

A economia não deve ser uma preocupação apenas de quem mora em São Paulo. De acordo com a ONU, se as pessoas não mudarem seus hábitos, até 2030 quase metade da população mundial terá problemas de abastecimento.

Fechar a torneira ao escovar os dentes é uma forma de economizar

As dicas, há muito tempo propagadas nas campanhas de consumo consciente, como diminuir em pelo menos cinco minutos o tempo do banho e fechar a torneira ao escovar os dentes, devem ser colocadas em prática, assim como a verificação constante de vazamentos.

O conceito de reaproveitamento, tão valorizado quando se fala de decoração, por exemplo, também se aplica perfeitamente à economia de água. Após a lavagem das roupas na máquina, a água que sobrou pode servir para regar as plantas e, muitas vezes, o caldo do cozimento de alimentos encontra utilidade no preparo de outros pratos, como sopas.

A fiscalização das contas é outro procedimento válido em tempos de crise. Os medidores individuais são indispensáveis nos condomínios porque, além de garantir que cada morador pague exatamente pelo o que consumiu, também proporcionam cerca de 40% de economia. De acordo com o Secovi-SP, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a economia acontece porque os condôminos, ao saberem precisamente o quanto gastam, se esforçam para diminuir o consumo. Nos conjuntos residenciais e comerciais em que o sistema não é utilizado, o síndico pode divulgar quanto de água está sendo gasto e sugerir formas de reduzir o consumo.

Apesar de todas essas medidas serem extremamente úteis, é importante pensar e mudar os hábitos que influenciam indiretamente o desperdício. Jogar lixo nas ruas, por exemplo, não somente entope os bueiros e causa alagamentos como exige que o governo gaste mais para limpar a cidade.

O consumo de roupas e alimentos também deve ser repensado. A UNESCO fez um estudo para mensurar a quantidade de água gasta na produção daquilo que compramos frequentemente e apontou que os vilões são a carne de boi, que consome 15.500 litros de água por quilo de alimento, o queijo, 5.000 L/kg, e o frango, 3.900 L/kg.

Reaproveitar a água e compartilhá-la com os amigos e vizinhos é atitude consciente

Vale lembrar ainda que é preciso incentivar a economia de água. Por isso, deixe de lado qualquer receio e aconselhe aqueles vizinhos e amigos que não têm pudores na hora de utilizar o precioso líquido. Compartilhar a água que sobrou da máquina de lavar roupa, por exemplo – que pode então ser usada para a limpeza de pisos –, é uma atitude consciente e solidária.

FONTE E CRÉDITOS .https://www.ademilar.com.br/blog/dicas-2/economia-agua-constante-e-abrangente/

Jornal Digital do Brasil

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