Confira o bate-papo com o deputado Estevam Galvão

Confira o bate-papo com o deputado Estevam Galvão
Nestas próximas semanas, vamos conhecer um pouco mais sobre as expectativas dos principais personagens do legislativo estadual paulista para os próximos quatro anos: os deputados.

Depois de seis meses de mandato, o que será que eles esperam? Em quem eles se inspiram? Quais as prioridades de cada gabinete?

A entrevista desta edição é com o deputado Estevam Galvão.

Os últimos meses

A última eleição foi bastante diferente, eu diria até que estranha. A renovação na Casa foi muito grande, coisa de 55%, o que quer dizer que temos 52 deputados novos. Lógico que todos eles chegaram muito entusiasmados e muitas vezes até imaginando poder mais do que realmente podem. Mas o deputado não tem autonomia para qualquer tipo de projeto, a sua atuação é bastante limitada. O deputado acaba trabalhando nas suas atribuições de assessorar o governo, de fiscalizá-lo e até de denunciá-lo quando for o caso. Mas o relacionamento com os deputados é bom, não há nenhuma dificuldade, e o parlamento é o local onde nós exercitamos a democracia. Existem as divergências, existem os contraditórios, mas todos nós somos amigos. A divergência não passa da porta do plenário. Está tudo indo muito bem e nós temos aprovado os projetos enviados pelo governo, além de várias propostas de autoria dos deputados. Então, a Casa está produzindo.

Projetos, legado e futuro

Eu priorizo a minha região, que é o Alto Tietê, e a minha cidade, que é Suzano, mas eu trabalho por todo o Estado. Tanto é verdade que eu já recebi a homenagem da Santa Casa de São Paulo, onde sou conselheiro vitalício. Eu recebi uma homenagem pelo trabalho que eu faço ligado à saúde. Também tenho muito carinho pela área da Educação. O programa Visão do Futuro, fruto de lei de minha autoria, é muito bom e ligado ao primeiro teste de acuidade e a doação de óculos para todas as crianças do Ensino Fundamental. A ideia é que também seja estendido à terceira idade. Outro projeto, que está tramitando ainda, é sobre direito internacional comparado. Este projeto contribui muito com o trabalho de advogados, estudantes de direito, empresários e todos aqueles que procuram soluções para problemas comuns entre países, auxiliando ainda nas ações de importação e exportação.

Um legado recente foi a aprovação, no final do ano passado, de um de meus principais projetos, já sancionado pelo governador Doria, sobre a questão da isenção do ICMS nos hortifrutis minimamente processados, uma das grandes ações de incentivo ao agronegócio. Quando o consumidor final ia comprar o produto no mercado, se comprasse um quilo de cenoura que estava ali avulsa, ele pagaria muito mais barato do que comprar na bandejinha embalado. Isso porque incidia imposto, 18% de ICMS, sobre esses produtos picados, lavados, triturados, ou seja, minimamente processados, que não têm nenhum aditivo, mas que estavam higienizados. E, a pedido dos próprios produtores rurais – o Alto Tietê é um cinturão verde inclusive -, fiz esse projeto de lei. O governador entendeu que era uma das principais ações de incentivo ao agronegócio, porque tira a tributação do produtor e também mexe beneficiando o bolso do consumidor final que paga um preço justo pelo produto higienizado.

Em relação ao futuro, tenho conversado muito com a Secretaria de Segurança Pública do Estado para elaborar um projeto de lei de combate ao roubo e furto de veículos no Estado. É um projeto bastante complexo, mas importante. E essa tem sido a minha contribuição na área de segurança, área que o governador tem levado com muita força e seriedade no Estado de São Paulo, uma das principais demandas.

Inspiração e referências

Eu sempre tive um respeito muito grande pelo Mário Covas e pelo Ulysses Guimarães. Eu fui deputado federal e o Ulysses era presidente da Câmara dos Deputados, um homem muito sábio, competente, honesto. Tanto que quem conduziu a Constituição de 1988 foi o Ulysses Guimarães. Ele, como presidente da Casa, não era presidente do partido dele, o MDB. Era um presidente de todos os partidos e exercia perfeitamente a democracia. O José Serra também é uma pessoa especial, ele foi um prefeito muito bem avaliado, um governador muito bem avaliado e já foi ministro e senador duas vezes. Dizem que ele é uma pessoa muito antipática e mal-humorada, no entanto, ele foi eleito pelo voto popular, e é competente, alguém que merece todo o nosso respeito.

E o governador João Doria, que eu respeito muito. Ele está modernizando muito a administração pública. Você percebe que daqui a pouco não vai ter mais papel em São Paulo, vai ser tudo digitalizado. Todas as regiões administrativas estão sendo contempladas e bem olhadas pelo Governo do Estado de São Paulo. Eu sinto que ele é um homem de palavra. Ele veio para o governo do Estado com o desejo de fazer muito mais por São Paulo e está fazendo. Já avançamos na segurança, na geração de emprego e renda, saúde, social e muito mais.

Jornal Digital do Brasil

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