BRASIL BATE O RECORD DE PESSOAS OBESAS.

BRASIL BATE O RECORD DE PESSOAS OBESAS.

O Brasil tem mais de 41 milhões de pessoas com obesidade 1. A taxa da doença no país atingiu o seu recorde no último ano: 19,8% da população, o que representa um aumento de 67,8% entre 2006 e 2018, segundo dados do Vigitel 2018, pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. Isso significa que uma em cada duas pessoas tem sobrepeso e uma em cada quatro é obesa.

O governo tem feito ações e diversas campanhas campanhas junto com um movimento de conscientização sobre a obesidade junto com a empresa global de saúde Novo Nordisk, em parceria com a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Em seu quarto ano, a promoção procura dar luz à obesidade como doença crônica, levando o assunto para debate, com informações e dados que evidenciem as doenças associadas à obesidade e os benefícios que o seu controle pode oferecer para uma saúde melhor e maior qualidade de vida.
Doença crônica

A endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk, Priscilla Mattar, enfatiza que a obesidade é uma doença crônica multifatorial. “A obesidade tem uma causa multifatorial, tem fatores genéticos que influenciam, mas, mais as questões ambientais, tem a questão do sedentarismo, do tempo em tela, dos alimentos ultra processados, é uma conjunção de fatores levando à obesidade”.

A médica lembra que a obesidade é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença crônica e que precisa de um tratamento a longo prazo, com orientação médica e acompanhamento para tratamento.

“Não é um desvio de caráter, a pessoa com excesso de peso não é sem vergonh, ela não tem ‘falta de vontade’, realmente existe uma causa fisiopatológica para obesidade e a campanha visa dar foco nisso, aumentar a discussão para a obesidade como doença crônica”.

Priscilla enfatiza ainda que a obesidade é uma doença e que leva a outras doenças também. “A obesidade está relacionada a 195 doenças, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer. Além disso, pode reduzir a expectativa de vida em até 10 anos e é uma doença grave que precisa de tratamento”, finaliza.

EBC

Jornal Digital do Brasil

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