ACUSADO DE ESTUPRAR E MATAR MENINA DE 9 ANOS É CONDENADO A 52 ANOS DE PRISÃO EM SP

ACUSADO DE ESTUPRAR E MATAR MENINA DE 9 ANOS É CONDENADO A 52 ANOS DE PRISÃO EM SP


Renato Mariano, de 39 anos, foi apontado como o autor dos crimes contra a menina Carlinha, em Santos, no litoral de São Paulo. Defesa alegou que réu tem problemas psiquiátricos.

Renato Mariano, de 39 anos, foi condenado a 52 anos e seis meses de prisão, nesta quarta-feira (31), por estuprar, matar e esconder o corpo da menina Carla Roberta Barbosa, de 9 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. O júri popular ocorreu no Fórum da cidade e durou cerca de 8 horas. A defesa tentou diminuir a pena ao alegar que o réu sofre de transtornos mentais.

A menina Carlinha, como era conhecida, foi achada morta em 29 de janeiro de 2017 no Centro de Santos, mas o caso foi solucionado em agosto seguinte e uma recompensa de R$ 50 mil foi oferecida pelo Estado para localizar o autor. Renato foi encontrado no mesmo mês no interior paulista e desde então está preso.

O julgamento desta quarta-feira foi iniciado às 10h e a pena foi declarada pelo juiz Alexandre Betini por volta das 20 horas. Ao todo, sete pessoas foram sorteadas previamente para compor o Conselho de Sentença, que considerou Renato Mariano culpado. Ao menos 17 testemunhas estavam previstas para serem ouvidas ao longo da audiência.

“Nada cobre o sentimento da gente. Qualquer lugar que e a gente vai a gente lembra dela”, disse o pai da vítima, Carlos Roberto Bispo dos Santos. “Ele deixou um buraco na nossa família. Era uma menina ativa, alegre, feliz, que falava com todo mundo. E hoje nós não temos mais nada disso”, desabafou a irmã de Carlinha, Débora Barbosa da Silva.

“Esse homicídio conta com diversas qualificadoras, não só porque foi praticado contra uma mulher, no caso uma criança, também porque ele praticou esse crime para ocultar o delito de estupro e também pelo meio cruel que ele matou a menina: a asfixiou e ela foi agredida violentamente”, disse o promotor Geraldo Márcio Gonçalves Mendes.

O advogado de defesa, José Otacílio Pinheiro Lima Oliva, tentou reduzir responsabilidade do cliente no caso ao afirmar que ele não tinha consciência dos atos. “Dois psiquiatras fizeram a análise e constataram que ele tem transtornos mentais. Além disso, ele também é viciado em crack e tem um histórico de agressividade. É uma situação difícil”.

Caso Carlinha
Após ser achada morta, exames confirmaram que Carla havia sido estuprada. Imagens de mais de 50 câmeras foram utilizadas para elucidar o crime. O estado ofereceu recompensa para quem ajudasse a encontrar o acusado, que acabou localizado em uma igreja que acolhe moradores de rua no Satélite Íris, em Campinas (SP).

Antes do crime, câmeras de monitoramento de imóveis na área central da cidade registraram a criança em uma bicicleta, quando era perseguida por um homem e depois gravaram o momento em que o agressor roubou um carrinho de supermercado que estava na rua para levar a garota à porta de um terreno onde deixou o corpo.

A investigação foi feita pela Delegacia Especializada Antissequestro (Deas) de Santos . Os policiais coletaram objetos na casa do suspeito e encaminharam para que fossem analisados na Capital, junto com as evidências encontradas no dia do crime. Depois disso, Renato Mariano foi único apontado como o autor dos crimes.

Jornal Digital do Brasil

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